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'Me sinto constrangido pelo quadro de feminicídios no nosso Estado', afirma Zuquim ao defender mudança cultural

Da Redação - Arthur Santos da Silva

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), José Zuquim, manifestou preocupação com a posição do estado como líder nacional em casos de violência fatal contra mulheres. Durante evento realizado nesta quarta-feira (15), o magistrado defendeu uma união estratégica com os veículos de comunicação para enfrentar o problema, que definiu como uma questão cultural enraizada no machismo.

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Ao analisar as estatísticas atuais de violência de gênero, Zuquim foi enfático sobre o impacto negativo dos dados para a região. “Eu me sinto constrangido pelo quadro representante de feminicídio no nosso Estado”, afirmou o presidente do TJMT durante seu pronunciamento. Para o magistrado, o cenário atual é desconfortável e exige uma ação coordenada e imediata entre o Poder Judiciário e a sociedade.

O desembargador pontuou que, embora o feminicídio já possua a maior sanção prevista no Código Penal brasileiro, o endurecimento das leis não é o único caminho para a solução. Segundo Zuquim, a mudança real depende da quebra de paradigmas comportamentais e de uma evolução social que supere as origens históricas da violência contra a mulher.

Mato Grosso registrou 52 casos de feminicídio entre janeiro e dezembro de 2025, segundo dados do Observatório Caliandra, divulgados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE). O número é o maior desde 2020, quando foram contabilizados 62 casos.

De acordo com o levantamento, as principais motivações dos crimes foram términos de relacionamentos, ciúmes associados ao sentimento de posse e o menosprezo pela condição feminina.
 
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