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Acusado de matar ex-jogador da Seleção de Vôlei é condenado a 22 anos de prisão; pagará danos morais pelo crime

Da Redação - Arthur Santos da Silva

Idirley Alves Pacheco foi condenado a 22 anos de reclusão pelo assassinato de Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei conhecido como “Boi”. O crime ocorreu em julho de 2025, na cidade de Cuiabá, e foi motivado por ciúmes.

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A sentença estabeleceu o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado. O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado (cometido por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), além dos crimes de cárcere privado e coação no curso do processo.

Conforme o texto da decisão, o magistrado decidiu que o acusado deve permanecer detido para o início imediato do cumprimento da punição. “Mantenho a prisão preventiva do acusado e decreto a execução imediata da pena”, aponta o dispositivo da sentença.

Além da privação de liberdade, a Justiça determinou o pagamento de uma indenização mínima por danos morais aos herdeiros de Everton no valor equivalente a 60 salários-mínimos. Este montante poderá ser executado na esfera cível, onde ainda cabe a apuração de valores complementares.

O assassinato de "Boi" causou forte repercussão devido à trajetória da vítima no esporte nacional. A investigação apontou que a motivação passional — o ciúme — foi o estopim para a ação violenta de Idirley Alves Pacheco. Com a manutenção da prisão preventiva, o condenado não poderá recorrer em liberdade.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPE), o empresário não aceitava o novo relacionamento da ex-companheira, que mantinha uma relação com o atleta.

No dia do crime, o empresário teria atraído Everton com o pretexto de ajuda para esconder um carro. Durante o trajeto, a vítima foi rendida e obrigada a dirigir até bater contra outro veículo. Em seguida, foi atingido por três disparos de arma de fogo.
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