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Preso em Sorriso durante baile funk, Poze do Rodo tem data para ser julgado por tráfico, corrupção de menores e associação criminosa

Da Redação - Pedro Coutinho

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o Mc Poze do Rodo, passará por audiência de instrução e julgamento perante o juízo da 5ª Vara Criminal de Sinop em junho, no processo que ele responde, junto de outros três possíveis membros do Comando Vermelho, por tráfico de drogas, associação criminosa, apologia ao crime e corrupção de menores.

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A data foi designada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, sendo que no dia 2 de junho serão ouvidas as testemunhas de acusação, e no dia 3 as de defesa e os acusados, incluindo Mc Poze, um dos funkeiros mais famosos do país na atualidade que vive no Rio de Janeiro. Em seu favor, Poze arrolou cinco testemunhas.

Réu desde 2019 pelos crimes referidos, o funkeiro foi preso em flagrante em outubro daquele ano em Sinop, durante uma festa que ocorria na boate Lord. Ele foi inicialmente detido no Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS) e depois foi transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE), Cuiabá, sendo posteriormente colocado em liberdade.
 
O advogado José Estevam Macedo Lima, que representava o MC, apontou a prisão como inadmissível e que ele veio ao estado exclusivamente para a festa atribuída pela Polícia Militar ao Comando Vermelho, não tendo qualquer relação com a organização.
 
Além de negar relação do cantor, o advogado também contou ao Olhar Jurídico que há provas favoráveis ao MC. Ainda assim, ele se tornou réu e agora será submetido à instrução e julgamento.
 
A festa foi fechada pela Polícia Militar de Sorriso no sábado. Na ocasião, 42 adolescentes entre 12 a 15 anos, em sua maioria meninas, forem entregues ao Conselho Tutelar local. Na abordagem, além do MC, outros três suspeitos, identificados como João Marcelo Alvarenga Dalastra, Fabio de Freitas Fonseca e Juliano Rogério Camargo dos Santos.

No local, a polícia apreendeu 39 papelotes de substância análoga à cocaína, 16 papelotes de maconha, seis frascos de spray anti-respingos de solda, duas porções pequenas de pedras aparentando ser de pasta base de cocaína e um frasco de substância aparentando ser lança perfume.
 
A festa acontecia na boate Lord, onde, segundo os policiais, era do Comando Vermelho. O quarteto foi preso pois seria o responsável pela festa.
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