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Preso por ameaçar a ex, 'empresário' da capital é intimado na cadeia para quitar dívida com banco; instituição quer penhora de bens

Da Redação - Pedro Coutinho

A Sicoob está pedindo à Vara de Direito Bancário de Várzea Grande que promova a penhora de ativos financeiros e bloqueie os bens do ‘empresário’ José Clovis Pezzin, conhecido como Marlon Pezzin, como forma de quitar os R$ 55 mil que ele deve à instituição referente a um empréstimo de R$ 140 mil que contratou em 2020. Preso por descumprir medidas protetivas e ameaçar uma ex-companheira, Marlon Pezzin teve que ser intimado no presídio Ahmenon Lemos Dantas, em VG. Além de ter atropelado um frentista durante um racha na capital, Pezzin também ficou conhecido e responde na Justiça por outros casos, incluindo várias dívidas, tráfico de drogas, agressões e, mais recentemente, por ter destruído a frente do restaurante japonês Haru, na Praça Popular, capital.

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Em abril de 2020, o Sicoob concedeu empréstimo de R$ 140 mil à empresa de Pezzin, J.C.P de Almeida, que deveria quitar em 36 parcelas mensais. Contudo, a companhia, que está com a situação “baixada” perante a Receita Federal, deixou  de quitar com a obrigação desde a 26ª parcela, vencida em julho de 2022, culminando na ação de cobrança sobre o saldo de R$ 55.671,39.

Como Pezzin não quitou o montante, o Sicoob o processou em fevereiro de 2025. Após diversas tentativas frustradas de intimação, a instituição descobriu que Pezzin estava preso em Várzea Grande desde dezembro. Desta forma, ele foi intimado dentro do Ahmenon Lemos Dantas para quitar o montante. Já na semana passada (5), ainda sem receber o pagamento, o Sicoob manifestou no processo pedindo que a Justiça bloqueie as contas e penhore os ativos e bens em nome de Marlon. Requerimento ainda não recebeu uma decisão da Vara.

José Clovis Pezzin de Almeida permanece detido no Ahamenon devido ao descumprimento de medidas protetivas em casos de violência doméstica, cuja prisão fora efetivada no dia 7 de dezembro, durante o plantão judicial.

O investigado possui um vasto histórico de delitos que inclui agressões físicas severas contra mulheres, envolvimento com o tráfico de drogas e a prática de rachas, sendo que um deles culminou no atropelamento do frentista Gabriel de Paula, que ficou em estado grave, em 2024.

Além da violência, ostenta uma série de pendências financeiras vultosas e processos por exploração mineral irregular, evidenciando uma conduta de reiterado desrespeito às normas legais.  Pezzin é cobrado em Peixoto de Azevedo, pela cooperativa mista de garimpeiros da cidade, a qual lhe acionou cobrando royalties devidos pela extração de minério de ouro.

A Cooperativa alega que ele, que possui uma concessão para extrair o minério em sua propriedade, falhou em repassar 1% da produção mineral vendida, conforme estipulado em contrato. O montante inicial devido era de R$ 154.737,66, mas com a atualização monetária, o valor subiu para R$ 190.809,58. 

A Copemáquinas Comércio de Peças lhe cobra R$ 101 mil referente a um Contrato de Confissão de Dívida assinado em 2021. Em outra ação de cobrança, o advogado Rodrigo Cyrineu lhe cobra R$ 27 mil em honorários. Em 2023, a Unicred ajuizou duas ações monitórias contra Pezzin, uma cobrando R$ 35 mil e outra R$ 75 mil. Já o Sicoob União MT/MS cobra do seu CNPJ, R$ 55 mil referente a um empréstimo feito em 2020.

Na madrugada do dia 24 de maio de 2025, Pezzin se envolveu em mais um caso para somar na sua extensa ficha de processos. Na famosa “Praça Popular”, centro de Cuiabá, ele destruiu o deck de madeira do tradicional Haru, restaurante japonês.  Antes disso, ele já havia sido convidado a se retirar do estabelecimento. Do lado de fora, usou o carro que dirigia, um Volkswagen Touareg, para colidir contra o espaço instalado em frente ao estabelecimento. Neste momento, ele atropelou uma mulher e teve o carro alvejado por um homem que estava no restaurante.
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