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Gravidade e risco de reiteração: Moraes mantém prisão de bolsonarista de MT que tentou explodir caminhão-tanque em Brasília

Da Redação - Pedro Coutinho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, bolsonarista mato-grossense integrante de quadrilha que planejou atentado antidemocrático em Brasília. Em dezembro de 2022, Alan e mais dois réus plantaram uma bomba e tentaram explodir área do aeroporto da cidade. Eles são réus por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

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Em ordem proferida no plantão desta terça-feira (30), Moraes reavaliou a necessidade de manter Alan preso ou solto e, diante da gravidade dos fatos e o risco de reiteração por parte do criminoso, decidiu mantê-lo encarcerado.

No final de dezembro, a Primeira Turma do Supremo formou unanimidade e tornou réus Alan Diego dos Santos Rodrigues, bolsonarista morador de Comodoro na época dos fatos, Alan, George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza.

O relator, Alexandre de Moraes, concluiu que a denúncia apresentada pela PGR atendeu aos requisitos exigidos pelo Código de Processo Penal (CPP) para a abertura da ação penal, com exposição coerente dos fatos.

Em junho deste ano, atendendo a manifestação da PGR, o ministro Alexandre determinou a prisão preventiva dos réus. Os três já haviam sido condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília pelo crime de expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio alheio, mediante o uso de explosivos ou artefatos similares.

Na denúncia, o Ministério Público descreve os fatos ocorridos entre o encerramento das eleições de 2022 e o dia 24 de dezembro do mesmo ano, descrevendo a conduta de cada acusado na tentativa de explosão de uma bomba em um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília. 

De acordo com a PGR, George Washington de Oliveira Sousa foi o responsável por fabricar o explosivo e por repassá-lo a Alan Diego dos Santos Rodrigues, que, juntamente com Wellington Macedo de Souza, teria colocado o artefato no veículo. A ação teria como objetivo provocar terror, instabilidade social e justificar uma intervenção militar. O artefato não explodiu, mas a Polícia Federal descobriu o plano e, diante disso, o trio foi preso e segue respondendo a ação penal pelos crimes cometidos.
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