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Justiça determina acesso a mídias apreendidas na Operação Ippon, sobre fraudes em convênios da prefeitura

Da Redação - Arthur Santos da Silva

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que réus tenham acesso integral às extrações de equipamentos eletrônicos realizadas no âmbito da Operação Ippon.

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A decisão foi proferida em despacho judicial após defesa solicitar acesso às mídias apreendidas, argumentando que os arquivos digitais (tanto em formato bruto quanto trabalhado) não haviam sido juntados na sua integralidade aos autos do processo.

A medida visa garantir que os advogados dos réus tenham acesso completo ao conjunto de provas digitais coletadas durante a investigação de desvio de recursos públicos.
 
A Operação Ippon, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) da Polícia Judiciária Civil, investiga um esquema de desvio de verbas públicas da Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano do município de Cuiabá.

As irregularidades investigadas teriam ocorrido entre os anos de 2014 a 2017. A denúncia aponta que os desvios foram operacionalizados por meio de convênios firmados entre a Prefeitura de Cuiabá e o Instituto Mato-grossense de Artes, Cultura e Desporto.
 
Segundo as apurações da Defaz, o instituto criava projetos que, em tese, beneficiariam crianças e adolescentes. Contudo, há indícios de que esses projetos teriam sido usados para atender a interesses pessoais, com a utilização de notas fiscais fraudulentas para justificar o uso do dinheiro público.

A operação recebeu o nome "Ippon" em alusão ao golpe perfeito utilizado em competições de artes marciais. Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, incluindo um em um órgão público e os demais em residências na Capital.
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