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Jornalista e publicitário condenados por tentarem extorquir conselheiro do TCE passam a cumprir pena de reclusão

Da Redação

O publicitário Laerte Lannes da Costa e o jornalista Pedro Antônio Ribeiro iniciarão a cumprir pena de reclusão, respectivamente, de quatro anos no regime inicial semiaberto e de três anos e seis meses no regime aberto, além de pagar dias multas. Laerte terá que usar tornozeleira eletrônica, se recolher diariamente em sua residência das 22h às 6h, entre outras privações. Os dois também tiveram os direitos políticos suspensos durante o período de apenamento.

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Denunciados pelo Ministério Público por crime de tentativa de extorsão contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Joaquim, que estava sendo vítima de uma infame campanha difamatória perpetrada pelos dois, Pedro e Laerte tiveram as suas sentenças transitadas em julgado, conforme informação do Juizado da Oitava Vara Criminal de Cuiabá, em abril deste ano.
 
O cumprimento da sentença coloca ponto final em um processo que se iniciou com a prisão em flagrante de Laerte lannes e Pedro Ribeiro no dia 30 de setembro de 2015, época em que trabalhavam para o fazendeiro e médico Alonso Alves Filho - que travava um embate com o conselheiro Antonio Joaquim, iniciado por conta de uma cerca instalada entre suas propriedades rurais.

Pelo serviço difamatório contratado, Laerte e Pedro publicavam e distribuíam edições de jornais achincalhando o conselheiro e sua família, com o fito de prejudicar a sua imagem como autoridade pública.
 
A campanha difamatória perdurou por alguns meses, mas Pedro e Laerte tentaram trocar de lado alegando que haviam recebido cheques sem fundos de Alonso Alves Filho. O conselheiro Antonio Joaquim não quis nem mesmo recebê-los, mas por intermediários indicou que procurassem seu advogado José Antonio Rosa.

O jornalista e o publicitário queriam receber R$ 50 mil em dinheiro e contratos publicitários mensais no Tribunal de Contas. Em um segundo encontro, Rosa entregou a cada um deles um cheque de R$ 10 mil, mas ambos foram imediatamente presos pela Polícia Civil na porta do escritório de advocacia quando deixavam o local, que estava sendo monitorado e a conversa gravada.
 
Pedro Ribeiro chegou a recorrer até o Supremo Tribunal Federal, mas teve todos os recursos negados. Contra ele o seu parceiro, entretanto, tramitam ainda processos movidos pelo conselheiro Antonio Joaquim, por outras iniciativas de difamação. Laerte Lannes teve a sua pena agravada pelo fato de já ter sido condenado a um ano e quatro meses em outro processo criminal, de violência doméstica.

Por levar em conta essa outra sentença como agravante, Laerte terá que adornar o tornozelo com o equipamento eletrônico de monitoramento, comprovar trabalho e fornecer declaração do empregador, bem como frequentar cursos. Também não poderá se ausentar das Comarcas de Cuiabá e Várzea Grande, frequentar lugares impróprios, ingerir bebidas alcóolicas nem fazer uso de substâncias entorpecentes e comparecer mensalmente na Fundação Nova Chance, sob pena de reversão da pena no regime semiaberto, conforme informação do juizado da Segunda Vara Criminal.
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