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Justiça nega prender "Waltinho Produções" por agressões com a ex, mas ordena monitoramento por tornozeleira

Da Redação - Pedro Coutinho e Thiago Stofel

A Justiça negou decretar a prisão preventiva do policial civil e empresário Walter Luís da Silva Matos, o “Waltinho Produções”, mas ordenou que ele cumpra medidas cautelares diante da acusação de ter agredido e ameaçado a ex-companheira, a modelo Thayane Moura. Na última sexta-feira (10), Waltinho e Thayane entraram em vias de fato. Segundo a defesa dele, as agressões foram motivadas porque ela teria furtado um cordão de ouro dele.

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Conforme apurado pelo Olhar Jurídico, em decisão proferida nesta terça-feira (14), o juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá negou pedido feito pela delegada Judá Maali Marcondes para que ele fosse preso preventivamente. Porém, ordenou que Waltinho seja monitorado por tornozeleira eletrônica, o monitoramento por meio de botão do pânico e o acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha. O caso segue sob sigilo.
 
Vídeo encaminhado ao próprio mostra o momento em que ele é seguido, agredido e ameaçado de morte pela ex-companheira, a modelo Thayane Moura, de 27 anos, na manhã da última sexta-feira (10), em Cuiabá. Nas imagens, é possível ver a mulher agredindo o policial e tentando tomar sua arma, afirmando que queria matá-lo. Ao perceber que não conseguiria pegar o armamento, ela pega uma pedra e acerta Walter na cabeça, provocando um corte profundo.

A briga só terminou quando a mulher notou a presença de testemunhas e voltou para casa. Em nota enviada à imprensa, Walter afirmou que em nenhum momento reagiu às agressões e apenas tentou se proteger.

A defesa do policial, representada pela advogada Bárbara Monteiro, afirmou que ele não estava foragido, já que não havia mandado de prisão contra ele. Informou ainda que Walter se apresentou espontaneamente para prestar esclarecimentos.

A versão apresentada pela defesa nega qualquer agressão por parte do policial e sustenta que ele foi atacado com tapas e pedradas, sofrendo vários ferimentos. Segundo a advogada, a mulher ligou para Walter afirmando que faria um “escândalo midiático” caso ele não fosse até sua casa. Ao chegar ao local, ele teria sido agredido e atingido na cabeça com uma pedra.

Versão da ex-companheira

Thayane Moura, que é dançarina, apresentou um lado completamente diferente da história. Ela afirmou que recebeu mensagens ameaçadoras de Walter, o que a deixou com medo. Ao chegar em casa, encontrou o policial a esperando. Ela diz que foi agredida e correu para pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a polícia.

A modelo também afirma que tentou filmar as agressões, mas funcionários de uma empresa teriam tomado seu celular. Essa é a segunda denúncia de agressão registrada por ela contra o policial. O caso está sob investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
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