O Tribunal do Júri julga, nesta manhã (3), José Edson Douglas Galdino Santos, feminicida que ceifou a vida da própria ex-esposa, Lorrane Cristina Silva de Lima, em Diamantino (182 km de Cuiabá), em março de 2024. Ela foi assassinada com pelo menos 10 facadas na frente dos filhos.
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Detido no Presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, José Edson responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio insidioso ou cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, violência doméstica e familiar, e por ter sido cometido na presença física de descendente da vítima.
Os policiais militares foram informados por meio do 190 que duas crianças estavam presas em um imóvel. A denúncia foi feita pela professora de um colégio que Lorrane procurou para colocar os filhos. Ao chegarem no local, uma das crianças disse aos policiais que a mãe estava dormindo e que o padrasto tinha saído para comprar remédio.
Quando os agentes entraram na casa, encontraram Lorrane caída no chão, em uma poça de sangue. Antes de ser assassinada, ela foi abusada sexualmente. A faca foi encontrada ao lado do corpo da mulher, que já estava em decomposição.
O corpo de Lorrane foi encontrado no dia 13 de março, mas o crime foi cometido dois dias antes, motivado pela recusa da vítima em permitir que o algoz acessasse seu celular. José confessou que acessou o celular com a digital da vítima enquanto ela estava caída no chão. Ele fugiu com o aparelho e se escondeu na cidade de Rurópolis (PA), onde foi preso.