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Justiça nega suspensão de processo sobre celulares na PCE e transferência de presos com citação a ex-secretário

Da Redação - Arthur Santos da Silva

7ª Vara Criminal de Cuiabá indeferiu o pedido da defesa do policial penal Luiz Otavio Natalino, réu em ação penal por corrupção e tráfico de influência, para suspender o prazo de apresentação da resposta à acusação. A defesa alegava a necessidade de acesso à integralidade das provas digitais antes de dar seguimento à manifestação inicial.

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O processo julga negociações envolvendo a entrada de dois aparelhos telefônicos na Penitenciária Central do Estado (PCE) e a suposta oferta de vantagem indevida. Luiz Otavio Natalino é réu junto a Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como Willian Gordão, nome vinculado ao Comando Vermelho.

Ao analisar o pedido, o juízo considerou que, mesmo sem a totalidade das mídias digitais, as transcrições dos trechos essenciais são suficientes para garantir o contraditório e a ampla defesa nesta fase inicial. A decisão destacou que a ausência do material completo neste momento processual não acarreta prejuízo ao réu, não havendo cerceamento de defesa.

O magistrado também determinou que, posteriormente, a defesa terá acesso integral ao material probatório, assegurando o acompanhamento completo das provas.

Gordão 
 
Em seu depoimento à autoridade policial, Willian alegou ter sido vítima de um golpe orquestrado por um detento identificado como Hudson Rondão Junior, vulgo "Playboy". Ele afirmou ter pago R$ 2.500 para a entrada dos celulares, mas descobriu que se tratava de uma fraude.
 
Segundo Willian, "Playboy" se passava por Luiz Otávio, e, ao contatar o número verdadeiro do policial penal, foi informado de que não havia esquema e que tudo não passava de um golpe.
 
Willian também relatou que o mesmo detento, novamente se passando por Luiz Otávio, solicitou R$ 30 mil por preso em um suposto esquema de transferência de detentos da PCE para o antigo presídio Carumbé (Centro de Ressocialização de Cuiabá – CRC). Ele afirmou que o esquema envolveria o então diretor do presídio, Winkler de Freitas Teles, e o secretário Alexandre Bustamante, mas que também percebeu ser uma fraude e não efetuou o pagamento.

 
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