O Ministério Público do Estado (MPE) considerou como justa e firme a condenação de Wendel dos Santos Silva a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua noiva, Lediane Ferro da Silva, ocorrido em abril de 2023, em Peixoto de Azevedo. A promotora Andrea Monte Alegre Bezerra de Menezes, responsável pela acusação, afirmou que o júri deixou um recado claro contra casos de feminicídios no país. “Não vamos aceitar crimes de feminicídio, qualquer violência doméstica contra a mulher”, afirmou a promotora nesta quinta-feira (18) logo após o julgamento.
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“Graças a Deus, no dia de hoje, saímos com a vitória, saímos muito satisfeitos. O Ministério Público entende que a justiça, de fato, ela foi realizada. Que fica um recado para a sociedade do Peixoto de Azevedo, para o Mato Grosso e para o Brasil. Que nós não vamos aceitar crimes de feminicídio, qualquer violência doméstica contra a mulher”, declarou.
Segundo a promotora, todo o conjunto probatório foi apresentado aos jurados, incluindo imagens das câmeras de segurança da casa da vítima, que registraram o crime e episódios anteriores de agressão. “Graças a Deus, no dia de hoje, saímos com a vitória, saímos muito satisfeitos. O Ministério Público entende que a justiça, de fato, ela foi realizada. Que fica um recado para a sociedade do Peixoto de Azevedo, para o Mato Grosso e para o Brasil. Que nós não vamos aceitar crimes de feminicídio, qualquer violência doméstica contra a mulher”, declarou.
O juiz João Zibordi Lara, que presidiu a sessão, ressaltou a importância do julgamento dentro do rito constitucional e a transparência do processo. “A população faz a escolha, ouvindo os elementos informativos, as provas, os testemunhos (…). Hoje conseguimos entregar para a população a apreciação jurisdicional, aquilo que é determinado pela Constituição, todos os direitos e deveres de todas as partes foram devidamente resguardados”, afirmou.
O crime ocorreu dentro da residência do casal, na frente dos filhos. Segundo a denúncia, Lediane foi morta a facadas após pedir que o réu deixasse a casa. Wendel ainda fugiu por cinco dias, período em que publicou mensagens nas redes sociais ofendendo mulheres e a Lei Maria da Penha, até se entregar em Terra Nova do Norte.
O júri rejeitou a tese da defesa de que o réu teria agido em reação a uma “injusta provocação” da vítima. Ele foi condenado por homicídio qualificado, com reconhecimento de feminicídio e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. Além disso, Wendel foi condenado a indenizar a família de Lediane em R$ 150 mil.