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Notícias / Criminal

Juíza mantém prisão de professor que confessou abusar sexualmente de crianças e compartilhava pornografia infantil

Da Redação - Pedro Coutinho

O juiz Daniel de Sousa Campos, da 1ª Vara de Alto Araguaia, manteve a prisão de Alysson Garcia Fernandes de Souza, 27 anos, professor do curso de Agronomia da Unopar em Alto Araguaia (a 415 km Cuiabá), detido nesta quarta-feira (17) durante a Operação Cátedra. Ele é acusado de enviar materiais explícitos de abuso sexual contra crianças para suas alunas e as convidava para participar dos crimes. Por meio de nota, a instituição de ensino repudiou as ações do educador.

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Após passar por audiência de custódia realizada ainda ontem, Alysson teve a prisão mantida pelo magistrado.  De acordo com as investigações, em maio deste ano, uma aluna de 21 anos procurou a polícia para denunciar o professor. Ela relatou ter sido alvo de assédio sexual por parte de Alysson, que a convidava para manter relações sexuais e, em seguida, começou a compartilhar conteúdo criminoso.

Em uma das conversas, a estudante recebeu um vídeo de visualização única que mostrava a violência sexual contra uma criança de aproximadamente 9 anos. O professor ainda afirmou à vítima que mantinha relações sexuais com crianças de qualquer idade e continuou enviando imagens pornográficas infantis. Alysson também teria dito que pagava famílias para abusar dos menores.

A Polícia Civil, que já monitorava o suspeito por meio do Sistema Rapina da Polícia Federal, reforçou as investigações e identificou que o professor enviava arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes para diferentes pessoas. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e quebra de sigilos, autorizados pela 1ª Vara Criminal de Alto Araguaia.

As investigações seguem para identificar as vítimas e aprofundar as provas contra o agressor.

Em nota, a Unopar afirmou que Alysson não faz mais parte do quadro de professores da unidade desde junho deste ano, antes do surgimento das denúncias.

Nota

A Unopar vem a público repudiar veementemente os crimes pelos quais um ex-funcionário da instituição foi preso, envolvendo estupro de vulnerável e conteúdo pornográfico infantil.

Esclarecemos que o indivíduo citado não integra o quadro de colaboradores desde junho de 2025, tendo sido desligado antes do surgimento e conhecimento das denúncias.

Reafirmamos nosso compromisso com a ética, o respeito aos direitos humanos e a proteção de crianças e adolescentes. Condutas como as relatadas são totalmente incompatíveis com os valores que norteiam nossa atuação.

A instituição segue colaborando com as autoridades competentes e confia que a Justiça responsabilizará os envolvidos pelos atos ilícitos.

Alto Araguaia, 17 de setembro de 2025
 
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