A juíza Fernanda Mayumi Kobayashi determinou a expedição de ofício à autoridade policial para que realize diligências a fim de apurar se Larissa Karolina, suspeita de adotar gatos e posteriormente matá-los, estaria ameaçando testemunhas do caso. A decisão foi tomada após o Ministério Público requerer a reavaliação da necessidade de prisão preventiva da investigada.
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Larissa Karolina e o companheiro foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso como supostos responsáveis pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá.
De acordo com a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal realizava uma “empreitada criminosa”, adotando animais por meio de ONGs de proteção animal e, em seguida, submetendo-os a maus-tratos que resultavam em suas mortes.
Entre as provas apresentadas está uma imagem em que Larissa aparece deixando a residência com uma sacola que, segundo a investigação, continha o corpo de um dos gatos. A polícia também apura um possível crime de zoofilia.
A prisão preventiva de Larissa havia sido substituída por medidas cautelares concedidas em habeas corpus. No entanto, o Ministério Público aponta fortes indícios de descumprimento dessas condições. Boletins de ocorrência relatam que a suspeita teria praticado ou instigado ameaças contra o companheiro, os pais dele e protetores de animais.
Há ainda relatos de que terceiros estariam agindo em seu nome, o que poderia configurar obstrução da Justiça ou coação indireta. O órgão ministerial também destacou a ausência de comprovação do cumprimento de obrigações impostas, como a comunicação de endereço atualizado e o comparecimento periódico em juízo.
Para esclarecer o possível descumprimento das cautelares, a magistrada determinou: oitiva das vítimas e testemunhas mencionadas nos boletins de ocorrência; a apuração sobre eventual comunicação entre Larissa e os autores das ameaças; a requisição de relatório atualizado do monitoramento eletrônico da investigada.