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PM tem prisão preventiva decretada por uso de identidade falsa de presidente do TJ e suspeita de associação criminosa

Da Redação - Arthur Santos da Silva

A Justiça de Mato Grosso decretou, na quinta-feira (14), a prisão preventiva de Eduardo Soares de Moraes, 2º Sargento da Polícia Militar lotado no Batalhão da Rotam, após audiência de custódia. O sargento é acusado de utilizar a identidade e a imagem do Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, em um aplicativo de transporte para tentar entregar R$ 10 mil em dinheiro na sede do próprio Tribunal.

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A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, do Núcleo de Audiências de Custódia de Cuiabá.
 
A situação veio à tona quando um motorista de aplicativo, acionado por uma pessoa que se identificava como José Zuquim Nogueira no aplicativo InDrive, tentava entregar um envelope contendo R$ 10.000,00 em cédulas no Tribunal de Justiça. Ao não conseguir a identificação do destinatário, o motorista buscou orientação de um policial militar na guarita privativa da Presidência do TJMT.
 
A investigação imediata, que envolveu a verificação do aplicativo e das câmeras de segurança (CFTV) do TJMT, levou à identificação de Eduardo Soares de Moraes como a pessoa que solicitou o serviço e entregou o dinheiro ao motorista no estacionamento do Fórum da Capital. Ele foi visto acompanhado de uma mulher de cabelo longo e escuro. As imagens e relatos confirmaram que Eduardo se passou pelo Presidente do TJMT.
 
A defesa do sargento argumentou que a prisão em flagrante deveria ser relaxada, alegando que Eduardo se apresentou espontaneamente ao quartel, sem perseguição policial ou diligência continuada.
 
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público requereu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O MP destacou a gravidade dos fatos e a necessidade de garantia da ordem pública, além de vincular o ocorrido a uma investigação do homicídio do advogado Renato Nery, sustentando a existência de indícios de ligação entre os envolvidos.
 
O juiz homologou a prisão em flagrante e, em seguida, converteu-a em prisão preventiva. Considerando que Eduardo Soares de Moraes é um policial militar da ativa, a custódia preventiva deverá ser cumprida em unidade militar adequada, conforme o Código de Processo Penal e o Código Penal Militar.
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