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Notícias / Criminal

Casal alvo de operação por fraude na conta única do TJ diz desconhecer os fatos e pede 'esclarecimento da verdade'

Da Redação - Arthur Santos da Silva

Defesa do casal Augusto Volpato e Julia Maria Asckar Volpato, alvos da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada nesta quarta-feira (30) para apurar suposto desvios de valores milionários da conta única do Tribunal de Justiça (TJMT), afirmaram desconhecer os fatos investigados. Posicionamento foi divulgado por meio de nota.

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Augusto é apontado como um dos indivíduos que compõem o núcleo central do esquema criminoso, juntamente com João Gustavo Ricci Volpato e Luiza Rios Ricci Volpato. Segunda a Polícia Civil, a empresa Labor Fomento Mercantil, na qual ele figura como sócio, é instrumentalizada para fins ilícitos.
 
A investigação identificou que Augusto movimentou valores muito superiores à sua capacidade financeira declarada, levantando indícios de lavagem de dinheiro.
 
Julia Maria é esposa de Augusto Frederico Ricci Volpato. Existem fortes indícios de que sua conta bancária foi utilizada para ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita. Conforme investigação, Júlia recebeu um montante de R$ 132.725,00 em transferências recorrentes de seu cônjuge, entre 2021 e 2023.
 
Defesa

Defesa do casal afirmou por meio de nota que Augusto Volpato figura formalmente como sócio em uma empresa do ramo de fomento mercantil (factoring), de caráter familiar, cuja administração e representação processual, no período investigado, eram praticadas por outra pessoa. “Ele jamais exerceu qualquer função de gestão ou representação ativa da empresa no intervalo temporal investigado, período em que estava - como ainda está - exclusivamente dedicado a administração rural de propriedade familiar”.
 
Ainda conforme defesa, Julia Maria Asckar Volpato “apenas recebeu valores em sua conta bancária provenientes de transferências realizadas por seu esposo, dentro do contexto normal da vida conjugal, sem qualquer relação com os fatos sob apuração”.
 
“Ambos reafirmam sua total inocência e desconhecimento sobre as transações narradas e prestarão todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes para o esclarecimento da verdade”.
 
“A defesa adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para reverter as decisões proferidas e assegurar a preservação da honra e dignidade de seus representados”, concluiu o advogado Renan Serra.

Esquema

O grupo criminoso ajuizava ações de cobrança e, sem o conhecimento das partes rés, simulava a quitação da dívida via depósito judicial, juntando aos autos comprovantes de pagamentos falsificados.

Com isso, um servidor do Poder Judiciário, alvo da operação, fazia a migração do respectivo valor da conta única do TJMT para a conta vinculada ao processo, para que houvesse fundos para o resgate do alvará.
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