Imprimir

Notícias / Constitucional

Prefeitura tenta derrubar lei que obriga treinamento em hospital para situações de engasgamento de recém-nascidos

Da Redação - Arthur Santos da Silva

Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, por meio do prefeito Vander Masson, protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para derrubar lei que torna obrigatório que hospitais e maternidades ofereçam orientações e treinamentos em noções de primeiros socorros, especificamente para situações de engasgamento, aspiração de corpo estranho e prevenção de morte súbita em recém-nascidos.

Leia também  
Ele não vai viver para gastar o que tomou de mim": MP denuncia empresária e marido como mandantes do assassinato de Nery 


De acordo com os autos, o projeto de lei, embora com um "objetivo socialmente louvável", impõe obrigações diretas e vinculantes a instituições hospitalares públicas, privadas e conveniadas, exigindo a implementação de ações educativas vinculadas ao processo de alta hospitalar, incluindo a coleta de termo de recusa assinado por pais ou responsáveis.
 
O prefeito vetou integralmente o projeto. No entanto, a Câmara Municipal rejeitou o veto, promulgando a norma em 2 de julho de 2025.
 
A ação aponta vício formal de iniciativa e violação da separação de poderes. A norma impõe ao Executivo municipal a criação de rotinas de alta hospitalar, capacitação e treinamento de profissionais, coleta formal de termos de recusa e produção de conteúdo técnico padronizado.
 
A lei também alcança hospitais privados e entidades conveniadas, configurando uma ingerência indevida na autonomia de gestão e nas diretrizes operacionais dessas instituições.
 
A Prefeitura solicita a concessão de tutela de urgência para suspender a eficácia da lei. O mérito requer a declaração de inconstitucionalidade.
Imprimir