Investigação em curso sobre o homicídio do advogado Roberto Zampieri identificou Gilberto Louzada da Silva como membro do Exército Brasileiro e um dos indivíduos centrais na suposta organização criminosa descrita como voltada para a eliminação de pessoas “mediante recompensas pecuniárias”. O nome era desconhecido até prisão realizada na quarta-feira (28), na 7ª Fase da Operação Sisamnes.
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Além de Gilberto, foram alvos de mandados de prisão nomes já conhecidos de fases anteriores: Aníbal Manoel Laurindo (produtor rural, suposto mandante); Coronel Luiz Cacadini (suposto financiador); Antônio Gomes da Silva (suposto atirador); Hedilerson Barbosa (suposto intermediador, auxiliar do atirador e dono da pistola 9mm usada no assassinato).
pontos relevantes levantados pela investigação são diálogos encontrados entre Hedilerson e Gilberto Louzada, identificado nesses contatos como "Gilberto (Ten. Peterson)" ou "Gil (Ten Peterson)".
Esses diálogos sugerem conhecimento sobre a execução do homicídio de Zampieri e sobre a estrutura da ação da organização. Em um trecho citado, Gilberto Louzada chega a comentar sobre uma possível "tocaia em andamento" de uma vítima, o que pode indicar ciência ou envolvimento em atividades operacionais.
O material aponta que Gilberto Louzada é apresentado como possivelmente sendo “sargento Louzada do Exército Brasileiro” e também consultor de segurança patrimonial.
Essa possível ligação militar se alinha com a descrição da organização que, segundo a investigação, seria integrada por agentes que pertencem ou pertenceram às Forças Armadas e receberam treinamento militar especializado.
Diante dos elementos apresentados, diversas medidas cautelares foram requeridas e deferidas contra Gilberto Louzada da Silva, incluindo a prisão preventiva e mandados de busca e apreensão domiciliar