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Notícias / Criminal

AGU qualifica como 'absurdo sem precedentes' suposto grupo que cobrava R$ 250 mil para monitorar ministros do STF

Da Redação - Arthur Santos da Silva

O advogado-geral da União, Jorge Messias, comentou em sua rede social a notícia de que supostos envolvidos na morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, em 2023, compunham organização criminosa empresarial envolvida com espionagem e assassinatos sob encomenda.

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Cinco suspeitos foram presos. Segundo o G1 Brasília, grupo mantinha tabelas impressas com o "preço" de cada assassinato, a depender da "função" de cada vítima: “figuras normais” por R$ 50 mil; deputados por R$ 100 mil; senadores por R$ 150 mil; ministros por R$ 250 mil.
 
“A notícia da desarticulação de OCRIM integrada por civis e militares, que cobrava até R$ 250 mil para monitorar e planejar assassinatos de Ministros do STF e outras autoridades, choca pela ousadia e pela insensatez. Trata-se de absurdo sem precedentes no país, alimentado por discursos de ódio de quem não tem compromisso com a democracia. É fundamental reforçar a defesa do STF, de seus Ministros e garantir liberdade e segurança para o trabalho dos agentes públicos. Parabenizo a atuação firme e eficiente da Polícia Federal, cuja autonomia nas investigações é plenamente assegurada neste governo”, afirmou Messias.
 
Conforme o G1, planejamento previa, ainda, locação de imóveis e "utilização de garotas e garotos de programas como iscas". Há, também, menção ao uso de perucas e bigodes como disfarce, e o acionamento de dois drones.
 
Foram presos nesta quarta: Aníbal Manoel Laurindo (produtor rural, suposto mandante); Coronel Luiz Cacadini (suposto financiador); Antônio Gomes da Silva (suposto atirador); Hedilerson Barbosa (suposto intermediador, auxiliar do atirador e dono da pistola 9mm usada no assassinato); Gilberto Louzada da Silva.

Operação
 
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a 7ª Fase da Operação Sisamnes, com o intuito de investigar os possíveis mandantes e eventuais coautores do homicídio do advogado Roberto Zampieri em 2023, em Cuiabá.
 
Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu a existência de uma organização criminosa responsável pela prática de crimes como espionagem e homicídios sob encomenda.
 
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de monitoramento eletrônico, seis mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, além das medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato e saída do país, incluindo o recolhimento dos passaportes.
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