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Empresário condenado por homicídio de advogado tem remição de pena, mas não preenche requisitos para livramento condicional

Da Redação - Pedro Coutinho

A juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, em substituição na Vara de Execuções de Rondonópolis, declarou a remição da pena do empresário João Fernandes Zuffo, condenado a 62 anos por chefiar organização criminosa responsável por diversos crimes, inclusive o latrocínio que ceifou a vida do advogado João Anaides Neto em 2021, no Residencial Flor do Vale, na zona rural de Juscimeira. Na mesma ordem, contudo, a magistrada constatou que, neste momento, o condenado não preenche os requisitos para livramento condicional.

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A remição, ou a redução da pena, foi garantida à Zuffo diante da verificação de que ele trabalhou e estudou na cadeia. Não há informações detalhadas da quantidade de dias que foram reduzidos. Sobre o livramento, Baggio constatou que Zuffo ainda não cumpre os

Em maio de 2023, Zuffo foi condenado a 62 anos, três meses e cinco dias de reclusão pelo latrocínio que culminou na morte do advogado João Anaídes de Cabral Netto, de 49 anos, ocorrido em 2021. Sentença foi proferida pela juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Além dele, também tiveram foram condenados Ronair Pereira da Silva, que foi condenado a 48 anos e oito meses; e Lucas Matheus da Silva Barreto, sentenciado a 38 anos.  

Zuffo foi sentenciado pelo cometimento dos crimes de organização criminosa, crime de Corrupção de Menor, Latrocínio, e Roubo Majorado. 

As investigações identificaram o envolvimento de oito pessoas no latrocínio do advogado João Anaídes de Cabral Netto. O grupo comandado por Zuffo invadiu o condomínio de chácaras Flor do Vale, roubou algumas propriedades e na última delas, em que estava a vítima, amarrou as pessoas que estavam na casa.

O advogado João Anaides e mais uma vítima do assalto foram amarradas separadamente em um banheiro. Os suspeitos começaram a subtrair objetos pessoais das vítimas e logo em seguida foi ouvido um disparo de arma de fogo vindo do banheiro.

A vítima que estava trancada no banheiro junto com o advogado relatou que um dos suspeitos arrombou a porta e efetuou um disparo na cabeça de João Anaides. Após o disparo, os criminosos fugiram do local levando duas camionetes, uma delas, do advogado.

Operação Flor do Vale

O inquérito conduzido pela Delegacia da Polícia Civil de Juscimeira apurou as circunstâncias e identificou os envolvidos no crime.

De acordo com o delegado Ricardo Franco, as provas produzidas e indícios reunidos no inquérito demonstraram a liderança do contador no planejamento e execução de diversos crimes patrimoniais ocorridos na região.

Ele planejava, apontava e indicava aos comparsas do grupo criminoso os lugares para executar os roubos, entre eles o que ocorreu no condomínio de chácaras onde propriedades foram alvos do grupo e em uma o advogado foi morto.
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