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Líder de grupo responsável por vender carros de luxo roubados em Cuiabá, empresário é condenado a 9 anos

Da Redação - Pedro Coutinho

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra condenou o empresário Gustavo de Andrade Borges Teixeira e outros seis alvos da Operação Tarântula, por organização criminosa, receptação, estelionato e falsificação. Ação foi deflagrada pela Polícia Civil em 2022 para desarticular grupo criminoso voltado para o furto e roubo de veículos em condomínios de luxo de Cuiabá e Várzea Grande. Sentença é desta quinta-feira (3).

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Acusado de liderar núcleo de desmanches ilegais, bem como seria o responsável pela venda em seu estabelecimento comercial de peças de veículos furtados e roubados, o empresário Gustavo Andrade foi condenado a 9 anos, no regime fechado, por organização criminosa e receptação. Ele teve a prisão mantida.

Os demais alvos, Alessandro Rodrigo de Oliveira Jorge pegou 8 anos em regime fechado; Valtemir Grabriel Pacheco recebeu pena de 11 anos por estelionato e organização criminosa, no fechado; Webster Campos pegou 11 anos por estelionato, organização criminosa e falsificação, no fechado; Alex Proença da Silva foi condenado a 12 anos pelos mesmos crimes, também no fechado; Alex Brito Gomes recebeu 5 anos por organização criminosa, no regime semiaberto; por fim, David Mickael da Silva Almeida recebeu 6 anos de pena, no fechado.

O juiz manteve a prisão preventiva, bem como negou o direito de recorrer em liberdade, do empresário Gustavo, de Alessandro, Valtemir, David e Webster. Os alvos tiveram uma Chevrolet S10 Advantage, prata, 2009, apreendida, bem como 3 mil reais em espécie.

Alex Brito Gomes e Alex José Proença Silva tiveram o direito de recorrer em liberdade, tendo em vista que as respectivas prisões foram revogadas. Diante da absolvição de Lucas Gomes da Silva, Jean revogou sua prisão.

Apuração da Polícia Civil que resultou na operação Tarântula, deflagrada em setembro de 2022, identificou esquema criminoso dividido em células distintas e funções previamente definidas para furtos de carros em condomínios de luxo de Cuiabá e Várzea Grande.

Entre os alvos estavam os ladrões, estelionatários que vendiam os veículos na internet, atravessadores, e os empresários que compravam os produtos de origem criminosa. 

Inicialmente, os criminosos cometiam furtos em casas de condomínios de luxo, onde os moradores acreditavam estar mais seguros, e deixavam os imóveis com portas abertas mesmo durante a noite. 

Os casos foram apurados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e logo depois os inquéritos também passaram a ser investigados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), pois os bandidos se depararam com oportunidade de furtar carros, em sua maioria, de luxo. 
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