O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão preventiva da cidadã georgiana Ekaterine Jorgensen, alvo de pedido de extradição por crimes de fraude e lavagem de dinheiro. A decisão, proferida pelo ministro Nunes Marques, atendeu a solicitação da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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De acordo com os autos, Ekaterine residia em Primavera do Leste (MT). Ela é procurada pelo governo da Geórgia com base na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional e na promessa de reciprocidade para casos semelhantes.
Segundo as acusações, Ekaterine e seu marido, Erick J. Jorgensen, criaram uma empresa na Geórgia para simular investimentos rentáveis na produção de vinho, enganando vítimas na França e no Reino Unido e obtendo grandes quantias de dinheiro de forma fraudulenta.
Desde o início do processo, foi constatado que Ekaterine havia solicitado refúgio ao Comitê Nacional para os Refugiados. O pedido de refúgio suspende automaticamente qualquer processo de extradição até decisão definitiva. Por isso, a extradição chegou a ser suspensa em novembro de 2023, com prazo prorrogado por 90 dias.
O caso ganhou novo rumo após o indeferimento do pedido de refúgio de Erick Jorgensen, cuja prisão preventiva foi decretada em junho de 2025. Em julho do mesmo ano, a PF informou ao STF que o casal havia sido localizado em Primavera do Leste. Diante da iminência da prisão de Erick, a corporação solicitou também a detenção de Ekaterine para assegurar a eficácia das medidas judiciais.
Acolhendo parecer da PGR, o ministro Nunes Marques decretou a prisão preventiva de Ekaterine. Em 21 de agosto de 2025, a PF cumpriu o mandado em Brasília. A extraditanda foi levada à custódia da Superintendência Regional da PF e será transferida para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal