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Sargento da Marinha acusado de agredir ex esposa em Cuiabá é liberado após alegar depressão e surto emocional

Da Redação - Rodrigo Costa

O 2º sargento da Marinha do Brasil, R.C.F., de 37 anos, acusado de agredir a ex-esposa na madrugada desta sexta-feira (2), em Cuiabá, foi solto no mesmo dia após audiência de custódia. A decisão pela soltura foi proferida pela juíza plantonista Alethea Assunção Santos na tarde desta sexta-feira. Ele foi liberado após juíza considerar seu quadro de depressão e internação recente como fatores contra a prisão. 

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Ela homologou a prisão em flagrante, mas considerou que não havia elementos concretos que justificassem a manutenção da custódia cautelar, conforme os requisitos legais. A liberdade foi concedida com a aplicação de medidas cautelares.

“Não há, ainda, qualquer elemento que indique que, em liberdade, o autuado pretenda se furtar à aplicação da lei penal, tampouco que possa interferir na colheita da prova. Também não se trata de infração relacionada à ordem econômico-financeira, afastando-se tal fundamento”, diz trecho da decisão. 

A juíza também mencionou o relato do próprio custodiado sobre ser portador de depressão, com uso de medicamentos e internação recente (setembro de 2025), além de ter demonstrado "abalos emocionais" e momentos de confusão durante a audiência. "Tal contexto recomenda cautela redobrada, não se mostrando prudente, neste momento inicial, sua submissão ao sistema prisional", escreveu.

Rafael foi liberado sob as seguintes medidas cautelares, sob pena de ter o benefício revogado e ser preso preventivamente:
O caso 

A agressão foi registrada pela Polícia Militar após a esposa de Rafael, de 38 anos, denunciar as violências. Ela relatou aos policiais ter sido atingida com socos, chutes, puxões de cabelo e mordidas, além de ter sido arrastada pelo chão e atingida na cabeça com um pedaço de madeira. A vítima apresentava lesões e hematomas visíveis. Ela também afirmou que o suspeito quebrou objetos dentro da casa.

O militar negou ter iniciado as agressões. Em depoimento, ele afirmou que reagiu à violência da mulher, que, segundo ele, enfrenta transtornos psicológicos e problemas com bebida alcoólica.

Ainda conforme o militar, a vítima teria se envolvido com um homem de São Paulo e manifestado a intenção de ir embora para morar com ele, levando os filhos. Ele disse que se recusou a entregar os documentos das crianças, o que teria motivado a discussão.

O suspeito relatou também que o relacionamento era estável até pouco tempo atrás, quando, após retornar de uma viagem, descobriu a suposta traição. Desde então, segundo ele, a mulher passou a beber excessivamente e apresentar comportamento agressivo, chegando a quebrar grande parte da casa em um dos episódios.

Outra versão

Já a mulher afirmou que encerrou o relacionamento em dezembro, após sucessivos episódios de violência. Ela contou que conheceu um homem de São Paulo e passou a morar com ele desde agosto deste ano.

De acordo com o relato da vítima, em dezembro, o militar teria entrado em contato alegando que a filha do casal estava sentindo sua falta. Por esse motivo, ela retornou a Cuiabá para passar alguns dias. Em conversa com a filha, a menor teria manifestado o desejo de ir embora com a mãe, porém o militar teria impedido a saída e escondido os documentos da adolescente, o que deu início à briga.

Um vídeo ao qual a reportagem teve acesso mostra a mulher com um pedaço de pau atingindo o homem. Em seguida, ele reage e desfere um chute e um soco contra ela.






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