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Economia brasileira deve ganhar R$ 28 bilhões do mercado de apostas esportivas: o que mais o estudo revelou?

Da Redação

Um impacto de até 28 bilhões de reais na economia brasileira: é esse número que resume bem o quão grande o mercado de apostas esportivas pode ser para o país. Com um faturamento estimado para 2025 de R$ 36 bi, as casas de apostas já impactam fortemente todo o mercado, e esses efeitos são observados em uma enorme geração de demanda.

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Além disso, o processo de regulamentação segue avançando. Hoje, todos os sites precisam obter uma licença para operar no Brasil. Se você tiver dúvidas sobre a legalidade de uma plataforma, descubra quais operadores já possuem autorização consultando a lista de sites licenciados no Legalbet, um portal especializado na análise de casas de apostas e do mercado nacional. Outra opção é acompanhar as publicações oficiais do governo, que divulgam as empresas licenciadas.
 
A regulação também ampliou a contribuição econômica das plataformas, reforçando o impacto citado acima. Tudo isso vem de um estudo feito pela LCA Consultores e pela Cruz Consulting, em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). O que mais essa pesquisa revelou?

Observando os efeitos secundários do mercado de apostas

Segundo o estudo, as operadoras investiram um capital de R$ 7,5 bilhões no mercado, e é o efeito multiplicador de 3,74x (um número alto e positivo para justificar a presença do setor) que pode transformar esse valor no impacto de R$ 28 bi esperados. Em suma, a pesquisa aponta as seguintes consequências:
 
Em termos de emprego, o setor de apostas gera impactos amplos: cria milhares de vagas formais, paga salários acima da média nacional e ainda estimula o desenvolvimento tecnológico, elevando a qualificação e a produtividade da economia.

Consequências tributárias e fiscais

A arrecadação federal em 2025 pelo setor de apostas está estimada em R$ 9 bilhões + R$ 600 milhões de ISS, somados ainda a uma taxa de fiscalização de R$ 128 milhões. Em termos de distribuição, o estudo revela que mais de 4 bilhões arrecadados da contribuição sobre o GGR devem ser revertidos em:
 
Para o Ministério do Esporte, o destaque é maior. Estima-se que esse valor acima signifique 50% do valor total destinado a essa área, incentivando bastante o esporte brasileiro. E, falando nisso, o setor privado também aproveita bastante, sobretudo no futebol.

O futebol brasileiro já não é mais o mesmoO setor de apostas terá (e já tem) um papel fundamental para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Afinal, segundo a própria pesquisa e o que qualquer um pode supor, os patrocínios advindos das bets ultrapassam enormemente o que outros ramos podem oferecer.
 
Atualmente, já há um valor de 1,1 bilhão em patrocínios distribuídos para as equipes. Isso coloca o futebol brasileiro em outro patamar financeiro, impulsionando a liga como um todo e ajudando a atrair e reter melhores jogadores.

Em busca do equilíbrioMesmo com esses efeitos positivos, o mercado de apostas esportivas brasileiro ainda precisa de muitos ajustes. A regulamentação é muito recente, e todos os atores, desde as casas de apostas até o governo, ainda enfrentam dificuldades.
 
Ao mesmo tempo, isso leva a discussão para o âmbito da responsabilidade social, já que essa pode ser classificada como uma atividade de risco. Em suma, o objetivo aqui, diante da regulamentação e da posterior fiscalização, é garantir que o setor continue gerando cada vez mais ganhos para a economia brasileira, e enquanto isso, se adapte no aspecto social com inteligência.
 
Por exemplo, novas restrições e mudanças nas formas de publicidade podem ser esperadas, e devem ser estudadas com cuidado. Da mesma forma, o cuidado e o foco no jogo responsável precisa ser construído coletivamente.
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