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Juíza determina que sargento preso por envolvimento na morte de Renato Nery seja encaminhado à Academia de Praças

Da Redação - Luis Vinicius

A juíza Silvana Ferrer Arruda, da 5ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira durante, preso na Operação Office Prime, na sexta-feira (7), permaneça recluso na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap). A decisão é do último sábado (8) e a magistrada ainda ressaltou que o militar deverá ser mantido isolado dos demais agentes de segurança envolvidos na investigação.

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Heron se entregou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na sexta-feira (7), após passar um dia foragido. Ele é um dos cinco policiais investigados pelo assassinato do advogado Renato Nery e teve a prisão temporária decretada junto com outros quatro militares e um caseiro, apontado como executor do crime.

Durante a audiência de custódia, a defesa do sargento solicitou sua habilitação nos autos do processo e fez outros pedidos que foram registrados em mídia audiovisual. No entanto, a juíza reforçou que a competência para reavaliar a prisão ao juízo que a determinou, o Núcleo de Inquérito Policial (Nipo).

A decisão judicial também determinou a conclusão dos laudos periciais, como exames de corpo de delito e papiloscópico, em até 24 horas. Além disso, foi expedido um oficial ao responsável pela Esfap para garantir a integridade física do policial, considerando os riscos inerentes à sua condição de militar preso.

Investigação

O sargento Heron Vieira foi preso no âmbito da operação que apura o assassinato de Renato Nery. Segundo as investigações, os policiais militares podem ter envolvimento direto no crime, e a polícia tenta esclarecer o papel de cada um na dinâmica do homicídio.

Além de Heron, os militares Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins também tiveram prisões temporárias mantidas por 30 dias. As transferências dos presos foram organizadas conforme as unidades de atuação de cada militar.

Jorge Rodrigo Martins – Força Tática de Cuiabá
Wailson Alessandro Medeiros Ramos – Batalhão de Operações Especiais (Bope)
Leandro Cardoso – Força Tática de Várzea Grande
Wekcerlley Benevides de Oliveira – Batalhão Ambiental
Alex Roberto (caseiro) – Presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande

Heron Vieira também foi alvo da Operação Simulacrum , que investigou um grupo de mais de 60 policiais militares suspeitos de 24 mortes simuladas como confrontos. O militar chegou a ser denunciado pelo Ministério Público no caso.
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