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PM que matou motorista de aplicativo responde por homicídio duplamente qualificado e pode ser levado a Júri

Da Redação - Mayara Campos

O policial militar Diogo Donaldo Corrêa das Neves, 36 anos, tornou-se réu por homicídio duplamente qualificado contra o motorista de aplicativo e atendente da UPA Ipase, Marcelo Oliveira da Costa, assassinado no dia dois de abril deste ano. O promotor César Danilo Ribeiro de Novais, da 1º Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Várzea Grande, apresentou a denúncia à 1ª Vara Criminal do município, alegando que o PM agiu por vingança, sem dar chances de defesa à vítima. O juiz Murilo Moura Mesquita acatou a denúncia na última segunda-feira (21).

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também requer que o réu seja levado ao Tribunal do Júri, e caso seja condenado, a pena deverá ser executada imediatamente.

“O denunciado Diogo Donaldo Correa das Neves, agindo por vingança, deslocou-se até a casa da vítima, lá permanecendo na espreita até avistá-la na área externa do imóvel, momento em que efetuou disparos de arma de fogo, atingindo-a de surpresa, isto é, sem dar a ela chance de esboçar reação, provocando-lhe os ferimentos mortais”, diz trecho da denúncia.

Além da execução da pena diante da condenação pelo Tribunal do Júri, o promotor também pede a fixação de valor a título de reparação de danos materiais e morais aos familiares da vítima. Marcelo deixou esposa e um filho, de oito anos, que presenciou a morte do pai na data do crime.

Marcelo foi assassinado com um tiro na região do pescoço, em sua casa, localizada no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Além de motorista de aplicativo, ele era servidor concursado na Saúde Municipal de Várzea Grande e atuava como atendente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Ipase.

De acordo com o suspeito, ele cometeu o crime após sua companheira, I.C.S., 29 anos, relatar que teria sofrido uma tentativa de estupro durante uma corrida de aplicativo. Ela afirmou que o motorista teria mudado a rota da corrida para uma rua com matagal e isolada, a ameaçando com uma arma de fogo e tentando cometer o ato sexual. 

A mulher teria pulado do carro de Marcelo, pedindo ajuda para um grupo de senhoras que estava na calçada. Conforme relato, o motorista deu ré com o carro e falou com as mulheres, acendendo a luz interna do veículo, conforme apontam imagens de uma câmera de segurança.

Depois, a mulher foi para a casa da mãe e quando o marido chegou em casa, contou sobre o suposto assédio. O PM saiu de casa e após conseguir o endereço da vítima, foi até a residência de Marcelo, com um facão, para, supostamente, dar voz de prisão.

No entanto, o policial afirmou ter visto uma arma de fogo no interior do carro de Marcelo, pegou-a e ao ser questionado pelo motorista, acabou efetuando um disparo contra a vítima.

À época, Diogo Donaldo confessou o crime e entregou a arma de fogo usada no homicídio, apresentando sua justificativa à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 
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