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Juiz mantem prisão de empresário acusado de liderar organização criminosa desmantelada na Operação Tarântula

Da Redação - Pedro Coutinho

Jean Garcia Berzerra, juiz da Sétima Vara Criminal, manteve a prisão preventiva de Gustavo de Andrade Borges Teixeira, preso pela Polícia Civil no bojo da Operação Tarântula, por supostamente integrar organização criminosa voltada ao furto e roubo de veículos automotores, receptação e lavagem de dinheiro. Decisão foi publicada nesta sexta-feira (10) e levou em conta que Gustavo não seria mero comerciante receptador de peças de veículos, mas sim liderança do esquema.

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“Portanto, dentro do contexto das investigações e levando-se em consideração as apreensões de diversas peças usadas sem procedências na empresa Guga Auto Peças, não se pode considerar que Gustavo seja um mero comerciante receptador de peças de veículos, mas sim a liderança deste esquema criminoso, que obtinha vultosos lucros com as atividades criminosas perpetradas pelos “soldados do crime”, discorreu Jean.

Apuração da Polícia Civil que resultou na operação Tarântula, deflagrada em setembro de 2022 identificou um esquema criminoso dividido em células distintas e funções previamente definidas para furtos de carros em condomínios de luxo de Cuiabá e Várzea Grande. Entre os alvos estavam os ladrões, estelionatários que vendiam os veículos na internet, atravessadores, e os empresários que compravam os produtos de origem criminosa. 

Inicialmente, os criminosos cometiam furtos em casas de condomínios de luxo, onde os moradores acreditavam estar mais seguros, e deixavam os imóveis com portas abertas mesmo durante a noite. 

Os casos eram apurados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e logo depois os inquéritos também passaram a ser investigados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), pois os bandidos se depararam com oportunidade de furtar carros, em sua maioria, de luxo. 

"Eles agiam de acordo com a oportunidade. Eles iam, em princípio, para furtar a residência em lugares onde os moradores tem uma sensação maior de segurança e alguns deixam até as portas destrancadas no período noturno. Eles entravam, subtraiam os bens como celulares, notebooks, cartões de créditos, e muitas vezes as chaves dos veículos. Eles conseguiam sair com o veículo porque tinha um sistema que liberava a saída ou até o próprio controle", pontuou o delegado da DERF, Guilherme de Carvalho Bertoli, em coletiva de imprensa. 

Gustavo, então, conforme discorreu o juiz, seria um dos líderes da organização criminosa, sendo o responsável por adquirir veículos furtados ou roubados para esta finalidade ilícita, revendendo peças usadas em seu estabelecimento empresarial.

Diante da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, bem como ficou demonstrada sua necessidade, “não há falar-se em substituição desta por medidas cautelares diversas, as quais se mostrariam insuficientes para, no momento, resguardar a ordem pública. Cumpre anotar, ainda, que a necessidade da prisão preventiva dos acusados foi oportunamente reavaliada quando do recebimento da denúncia, constando da decisão diversos outros”.

Diante disso, o magistrado ordenou que se mantenha a prisão preventiva em face de Gustavo.
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