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Cattani espera condenação de irmãos que assassinaram sua filha para amenizar sentimento de injustiça

Da Redação - Pedro Coutinho

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a expectativa sobre o julgamento dos irmãos que assassinaram sua filha, Raquel Cattani, é de que eles sejam condenados e que isso sirva para amenizar o sentimento de injustiça. Rodrigo e Romero Xavier sentam no banco dos réus nesta quinta-feira (22), em Nova Mutum, onde Raquel foi brutalmente assassinada a facadas.

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“Expectativa de condenação, um crime que barbarizou a nossa família e todo estado. A gente espera uma condenação que possa pelo menos amenizar o sentimento de injustiça em nosso país”, lamentou Cattani.
 
O julgamento é presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca, e seguirá o rito previsto no Código de Processo Penal, com a atuação do Ministério Público, das defesas, depoimentos das testemunhas e, por fim, sairá a decisão do Conselho de Sentença, formado por sete jurados.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Raquel Cattani foi assassinada a facadas na própria residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024, no Rancho PH, localizado no Assentamento Pontal do Marape. Rodrigo é acusado de executar o crime, enquanto Romero, ex-marido da vítima, responde como autor intelectual.
 
Romero, que foi casado com Raquel por cerca de dez anos e não aceitava o fim do relacionamento, teria planejado o crime e oferecido R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para matá-la. Conforme a investigação, os dois se ajustaram previamente para a execução.
 
Na noite do crime, Rodrigo entrou clandestinamente na casa da vítima e aguardou sua chegada. Quando Raquel retornou, foi atacada com sucessivos golpes de arma branca, que resultaram em sua morte. O laudo pericial aponta múltiplas lesões, caracterizando meio cruel e revelando brutalidade incomum.
 
O Ministério Público também destaca qualificadoras como feminicídio, emboscada, motivo torpe e homicídio mediante recompensa. Ainda segundo o processo, após o assassinato, Rodrigo furtou diversos pertences da vítima e fugiu na moto que ela utilizava.
 
Os acusados foram presos em 25 de julho de 2024. A denúncia foi recebida em agosto do mesmo ano e ambos foram pronunciados em 19 de dezembro de 2024 para serem julgados pelo Tribunal do Júri, que segue acontecendo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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