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Influencer é alvo do MPT após vídeo sobre "demissão estratégica" de quem comemorou prisão de Bolsonaro

Da Redação - Rodrigo Costa

A influencer imobiliária e suplente de vereador de Sinop, Elaine Seibel, afirmou que é alvo de uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) por um vídeo publicado em suas redes sociais  no mês de novembro, no qual ela fazia comentários sobre o início de uma "limpa" (demissões) na cidade que tinha alvo trabalhadores "esquerdistas" que celebraram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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No vídeo gravado no mês passado, a influencer dizia que achava justas as demissões de esquerdistas que comemoraram a prisão do ex-presidente. Ela sugere que os desligamentos estavam acontecendo de forma estratégica, dando a entender que as demissões deveriam ser feitas de um modo que não ficasse explícita demissão simplesmente por convicções políticas, prática que é vedada por princípios constitucionais e pela Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe discriminação no emprego por opiniões políticas. 

“Como vocês já devem saber, no Brasil está correndo uma limpa de demissões de pessoas de esquerda que trabalham nas empresas de direita. Nada mais justo, né?  Ou não?”, ironiza.  “Eu acho justo.  Em Sinop começou esse limpa hoje. Fiquei sabendo hoje pela manhã que já iniciou a segunda-feira com demissões. De forma estratégica, logicamente, porque a direita não trabalha sem estratégia.  Então, prepare-se, prepare-se. Depois de muita polêmica, de muita gente aí se achando, comemorando a vitória do que o Bolsonaro tinha sido preso, agora começaram as demissões”, disse no vídeo. 

Em seu novo vídeo, a influenciadora comunicou aos seguidores que estava sob investigação devido à declaração anterior. Ela relatou que foi necessário gravar um vídeo de retratação e, depois, remover a gravação que havia motivado a investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

“Bom dia meu povo,  estou indo agora pro escritório.  Às 9 horas eu tenho uma audiência com o Ministério Público do Trabalho”, disse. “Como vocês já sabem, eu estou sendo investigada por um vídeo que eu postei na internet, com uma opinião.  E agora se você dá opinião, você faz um comentário, se você fala sobre algo que está acontecendo, você é investigado e corre o risco de responder criminalmente”.  

“Eu ainda não comentei com você sobre o processo, sobre o que está no processo.  Mas eu vou comentar com vocês porque fiquei chocada. Eu tive que gravar um vídeo de retratação e tirar o meu vídeo do ar, Eu tive que tirar um vídeo com 1,5 milhão de visualizações”.

A suplente afirmou que o vídeo de retratação foi removido porque, segundo ela, o Ministério Público do Trabalho alegou, durante a audiência, que o conteúdo não estava em conformidade com as recomendações. 
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