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Juiz concede liberdade provisória a advogado acusado de agredir e ameaçar garota de programa em Cuiabá

Da Redação - Pedro Coutinho

O juiz João Bosco Soares da Silva concedeu liberdade provisória ao advogado Leandro Prado, preso na madrugada desta quinta-feira (25), em Cuiabá, por brigar com uma garota de programa que ele supostamente teria deixado de pagar. Vídeos obtidos pela reportagem mostram Leandro exibindo os estragos na sua casa e no seu próprio corpo após as agressões.

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Detido no Pascoal Ramos, capital, Leandro passou por audiência de custódia na tarde de hoje (25) e foi colocado em liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares. O juiz lhe proibiu de manter contato e se aproximar da vítima por pelo menos 1 km, deverá comparecer aos atos judiciais para os quais for intimado e não poderá mudar de casa sem comunicar o novo endereço à Justiça. O magistrado não impôs o monitoramento por tornozeleira.

Nas imagens, o advogado aparece com diversos machucados pelo corpo. Objetos da residência, como garrafas de vinho, taças e móveis, foram quebrados. A televisão da sala onde eles estavam também aparece danificada.

À polícia, Leandro afirmou que a mulher o atacou durante uma discussão sobre o valor do programa. Segundo ele, haviam combinado R$ 700 pela noite, mas, na hora da cobrança, ela teria exigido R$ 1.000, valor que considerou abusivo.

A versão da garota de programa, porém, é diferente. Ela relatou que, ao questionar o pagamento, o advogado ficou agressivo, desferiu socos e chutes contra ela e chegou a ameaçá-la de morte. Assustada, tentou fugir, mas foi contida por ele.

Vizinhos ouviram a confusão e arrombaram a porta para retirar a mulher do local. Em seguida, o advogado ainda teria seguido a vítima até a portaria, onde a discussão continuou até a chegada da polícia. Segundo ela, Leandro teria lhe dado um soco no rosto. Porém, essa alegação somente será comprovada mediante as imagens das câmeras de segurança do prédio, as quais estão em processo de liberação.

Leandro foi levado para a Delegacia da Mulher e, posteriormente, encaminhado ao Fórum Criminal, onde passou pela custódia.  por audiência de custódia. O caso segue sob investigação e, acatando o pedido da defesa, o juiz decretou o sigilo nos autos.
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