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Justiça dá cinco dias para suspeita de torturar e matar gatos em Cuiabá justificar rompimento de tornozeleira

Da Redação - Pedro Coutinho

Larissa Karolina Silva Moreira, 28 anos, investigada por matar deliberadamente gatos em Cuiabá, rompeu sua tornozeleira eletrônica e, diante da violação, poderá voltar à cadeia. Em decisão proferida nesta quinta-feira (25), a juíza Fernanda Mayumi Kobayashi intimou a defesa da acusada para justificar, em cinco dias, o suposto rompimento.

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Após passar mais de um mês presa preventivamente, Larissa Karolina teve a liberdade concedida no dia 25 de julho por ordem do  Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a imposição de medidas cautelares diversas da prisão.

Conforme os autos, Larissa teria rompido a cinta da tornozeleira no último dia 19, às 17h45 e, diante da gravidade do descumprimento das medidas impostas alternativas à prisão, a juíza decidiu intimar a defesa em respeito do contraditório e devido processo, uma vez que a violação pode culminar no retorno da acusada ao cárcere.

Diante disso, a juíza oficiou a Central de Monitoramento Eletrônico para que apresente informações detalhadas acerca do evento registrado no dia 17, notadamente se houve efetivo rompimento da cinta, bem como o histórico de funcionamento do equipamento vinculado à investigada. Após juntada das informações, o Ministério Público deverá se manifestar.

Larissa e o companheiro foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso como supostos responsáveis pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá. Segundo a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal praticava uma “empreitada criminosa”, adotando animais de ONGs de proteção de forma simulada para depois submetê-los a maus-tratos violentos que levavam à morte.

Uma das provas apresentadas pela investigação é uma imagem de Larissa deixando a residência com uma sacola que, de acordo com a polícia, continha o corpo de um dos gatos mortos. Também é apurada a possibilidade da prática de zoofilia.

Medidas cautelares

A prisão preventiva de Larissa havia sido substituída por medidas cautelares, determinadas em habeas corpus. Entre elas estão: comparecimento quinzenal em juízo para justificar atividades, proibição de se ausentar do distrito da culpa por mais de sete dias sem autorização e uso de tornozeleira eletrônica.

Histórico de descumprimentos

Antes mesmo da notícia do suposto rompimento do equipamento de monitoramento, o MPE já havia apontado fortes indícios de descumprimento das condições impostas. Boletins de ocorrência relatam que Larissa teria praticado ou instigado ameaças contra o companheiro, contra os pais dele e também contra protetores de animais.

Com a nova ocorrência, o Ministério Público deverá se pronunciar, podendo pedir medidas mais severas, como a reavaliação da liberdade provisória e até a prisão preventiva da investigada.
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