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Biomédico acusado de fraudar laudos em laboratório é solto pela Justiça; usará tornozeleira eletrônica

Da Redação - Thiago Stofel

A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), determinou na noite desta quarta-feira (4) a soltura do biomédico Ígor Phelipe Gardés Ferraz, preso durante a Operação Contraprova, por suspeita de liberar laudos médicos com informações falsas.

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A decisão seguiu o entendimento do Ministério Público, que havia pedido a revogação da prisão preventiva. O órgão alegou que ainda são necessárias diligências complementares na investigação, o que deve ultrapassar o prazo para apresentação da denúncia, e que a liberdade do investigado não prejudicaria o andamento do caso.

Ígor foi colocado em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares, entre elas:

- uso de tornozeleira eletrônica;

- comparecimento mensal em juízo para informar suas atividades;

- proibição de deixar a comarca sem autorização;

- entrega do passaporte em até 24 horas;

- proibição de acessar laboratórios investigados;

- proibição de contato com outros investigados, testemunhas e ex-funcionários.

A magistrada destacou que, em caso de descumprimento, o biomédico poderá voltar a ser preso.

Operação Contraprova

As investigações começaram em abril deste ano, após denúncia da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá de que o laboratório, do qual Ígor era sócio e responsável técnico, estaria falsificando resultados de exames.

Na ocasião, a unidade foi interditada e o biomédico chegou a ser preso em flagrante. O laboratório coletava amostras de material biológico, como secreções de pacientes de home care, além de exames de covid-19, toxicológicos e de doenças como sífilis, HIV e hepatites.

No entanto, a apuração apontou que os exames não eram realizados nem repassados a outros laboratórios, como informado pelos sócios. O material coletado era simplesmente descartado, enquanto os laudos eram fraudados e assinados pelo biomédico.
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