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Mãe e prima de líder do Comando Vermelho em MT são absolvidas e juiz desbloqueia terreno no Pedra 90 e R$ 80 mil

Da Redação - Pedro Coutinho

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a devolução de valores e a baixa de restrições sobre imóveis e veículos de investigados absolvidos em processo derivado da Operação Ativo Oculto, que apurou esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão foi publicada em 28 de agosto e devolveu imóveis e valores à mãe e à prima do líder máximo da facção em Mato Grosso, Sandro Silva Rabelo, o “Sandro Louco”.

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A Operação Ativo Oculto foi deflagrada pelo Gaeco em março de 2023 para apurar crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligados ao Comando Vermelho em Mato Grosso. Foram cumpridos 271 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e bloqueio de bens. Entre os alvos estiveram lideranças da facção, como “Sandro Louco”, já condenado a mais de 200 anos de prisão por homicídios, roubos e latrocínios.

Na operação, Irene Pinto Rabelo Holanda, mãe de Sandro, e Alessandra Rabelo Uszko, prima do faccionado, foram apontadas como responsáveis por auxiliar na movimentação e ocultação de recursos da organização criminosa. Atualmente, Irene obteve decisão judicial que a autorizou a visitar o filho na Penitenciária Central do Estado, enquanto Alessandra foi absolvida de processo por lavagem de dinheiro.

Com a nova decisão, os réus absolvidos em processo específico da 7ª Vara Criminal terão acesso à restituição de valores e bens bloqueados durante a investigação. Segundo o magistrado, os embargos de declaração apresentados pela defesa de Irene Pinto Rabelo Holanda e Alessandra Rabelo Uszko dos Santos, mãe e prima de Sandro Louco, foram parcialmente acolhidos, em razão de omissão sobre pedidos de desbloqueio de valores.

Os recursos financeiros bloqueados durante a investigação foram transferidos para conta do Tribunal de Justiça, o que inviabilizou a liberação pelo sistema Sisbajud. O juiz, então, autorizou a expedição de alvarás judiciais para restituição dos montantes, sobretudo diante de sentença que absolveu os réus, incialmente alvos de busca e apreensão da operação.
 
Foram liberados: Luiz Marcelo Gomes dos Santos – R$ 217,82; Irene Pinto Rabelo Holanda – R$ 79.317,18; Talita Liandra Barbosa Mathias dos Santos – R$ 12.243,80 e Marcelo Augusto Gomes Pinto – R$ 17.159,20.

Em relação a Alessandra Rabelo Uszko dos Santos, o juízo registrou não haver valores sequestrados em seu nome. A decisão também determinou a baixa de gravames em imóveis vinculados a investigados, entre eles terrenos e apartamentos registrados em nome de Irene Holanda, Laura Verônica Alves Souza e Talita Mathias.
À Irene, a Justiça devolveu dois lotes e um terreno no Pedra 90, capital. Laura recebeu de volta um lote no Bela Vista e Talita dos Santos um apartamento em Várzea Grande.

Além disso, foi expedido ofício ao Ministério Público para que, no prazo de dez dias, agende a restituição de bens apreendidos e depositados no Gaeco.
 
 
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