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Advogada afirma que biomédico preso se desligou em abril de empresa investigada por falsificar exames

Da Redação - Thiago Stofel

A advogada Bárbara Figueiredo, que representa o biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, afirmou à reportagem que seu cliente, preso na manhã desta sexta-feira (15) durante a “Operação Contraprova”, se desvinculou da empresa BioSeg em abril quando também foi detido por supostamente assinar laudos falsificados. 

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De acordo com comprovante, Igor se desligou do CNPJ da empresa no dia 2 de maio deste ano, pouco tempo depois de sua prisão em flagrante.

A defesa explica que, após tomar ciência das acusações de fraude nos exames realizados pela empresa, seu cliente decidiu sair da sociedade o mais rápido possível. Após a desvinculação formal, Igor também se afastou dos demais sócios, que também foram alvos da operação.

A advogada acrescenta que a decisão de deixar a empresa coincide com o início de uma nova atuação profissional, como assessor de um vereador de Cuiabá, comprovando que Igor não possuía mais nenhum tipo de ligação com a empresa alvo da operação. 

Na época de sua primeira prisão, a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão, mas nada de ilícito foi encontrado. Já nesta quinta-feira (14), um novo mandado foi cumprido contra ele, resultando apenas na apreensão de computadores.

Operação Contraprova

As investigações tiveram início em abril, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá apontar que um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório estaria falsificando resultados de exames. Na ocasião, a unidade foi interditada e o investigado chegou a ser preso em flagrante.

O laboratório coletava e recebia amostras de material biológico, incluindo secreções de pacientes de home care, e realizava exames de covid-19, toxicológicos e para detecção de doenças como sífilis, HIV e hepatites. A empresa possuía unidades em Cuiabá, Sinop e Sorriso.

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