Imprimir

Notícias / Criminal

MPE cita possível ameaça e pede reavaliação de prisão preventiva de acusada de maus-tratos a animais

Da Redação - Arthur Santos da Silva

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) solicitou a reavaliação da necessidade de prisão preventiva de Larissa Karolina Silva Moreira, indiciada por maus-tratos qualificados a animais com resultado morte. O pedido foi feito após a Promotoria de Justiça apontar indícios de descumprimento das medidas cautelares que substituíram a prisão inicial, além de novas denúncias de ameaças e tentativa de obstrução da Justiça.

Leia também 
Desembargador Rondon Bassil morre aos 75 anos após 20 dia de internação; acidente de moto causou lesões no tórax


Larissa Karolina, junto com o companheiro, foi indiciada pela Polícia Civil de Mato Grosso como suposta responsável pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá.

De acordo com investigações da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal realizava uma “empreitada criminosa”, obtendo animais por meio de adoções simuladas junto a ONGs de proteção animal, para depois submetê-los a maus-tratos violentos que resultavam em suas mortes.

Uma das provas apresentadas é uma imagem de Larissa deixando a residência com uma sacola que, segundo a investigação, continha o corpo de um dos gatos mortos. A polícia também apura um possível crime de zoofilia.

A prisão preventiva de Larissa havia sido substituída por medidas cautelares impostas em habeas corpus, entre elas:

- Comunicar qualquer mudança de endereço.

- Comparecer quinzenalmente em juízo para informar e justificar atividades.

- Não se ausentar do distrito da culpa por mais de sete dias sem autorização judicial.

- Recolher-se em casa no período noturno, finais de semana e feriados.

- Não se envolver em novo fato criminalmente ilícito.

- Submeter-se a monitoramento eletrônico.

O MPE sustenta que há fortes indícios de descumprimento dessas condições. Boletins de ocorrência indicam que Larissa teria praticado ou instigado ameaças contra o companheiro, os pais dele e protetores de animais.

Há ainda relatos de que terceiros estariam agindo em seu nome, o que poderia configurar obstrução da Justiça ou coação indireta. O órgão também aponta ausência de comprovação do cumprimento de obrigações como a comunicação de endereço e o comparecimento periódico ao juízo.

Diante disso, o Ministério Público pediu a designação de audiência de justificação, com a intimação de Larissa para que se manifeste sobre os fatos.

O MP solicitou ainda diligências complementares à Polícia Civil, como a oitiva de vítimas e testemunhas, apuração de eventual comunicação com os autores das ameaças e relatório atualizado do monitoramento eletrônico. Caso seja confirmada a violação das medidas cautelares, o órgão requer, subsidiariamente, a reavaliação da prisão preventiva.
Imprimir