Imprimir

Notícias / Criminal

Juiz cita falta de provas e manda soltar 4 suspeitos de envolvimento em brutal assassinato de irmão de sargento do Bope

Da Redação - Luis Vinicius

O juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), revogou a prisão preventiva de quatro homens suspeitos de participarem da brutal execução de Rogério Ricard Santos. A vítima morreu após ser torturada por membros de uma organização criminosa. A intenção dos assassinos era matar um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) – irmão da vítima.

Leia também
Investigações apontam que membros do CV pretendiam matar policial do Bope no lugar do irmão
 
Tiveram as prisões revogadas: Joilson Rodrigues de Araújo, Hugo Renato Duque Paes, Willian Witer Fagundes de Souza Santos e Vagner de Arruda Oliveira. Os mandados de prisão dos dois últimos nem sequer havia sido cumprido pela Polícia Militar ou Civil. Diante disso, o magistrado expediu um contramandado à dupla.
 
Os indiciados haviam sido alvo de mandados de prisão. No entanto, após análise do caso, o Ministério Público (MPMT) recomendou a revogação das prisões, argumentando a falta de provas suficientes que indicassem a participação efetiva dos suspeitos no homicídio. O órgão ministerial ressaltou, porém, que há indícios de envolvimento dos investigados com a facção criminosa responsável pelo crime.
 
O juiz acolheu o pedido do MP, considerando que a manutenção das prisões, sem a conclusão das investigações, seria ilegal. Em sua decisão, o magistrado destacou que não há elementos probatórios suficientes para justificar a permanência dos suspeitos em regime de prisão preventiva.
 
Todos deverão cumprir medidas cautelares, como o recolhimento noturno e a obrigação de comparecer a todos os atos processuais. A Justiça concedeu ainda a restituição de bens e valores apreendidos relacionados ao investigado Cairo César do Nascimento Júnior, como um veículo e quantias em dinheiro, por não terem relação com o crime investigado.
 
O crime
 
Rogério foi brutalmente espancado por membros da facção e morreu após receber atendimento médico. Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o verdadeiro alvo do grupo criminoso era o irmão da vítima, um policial do Bope. A morte de Rogério teria ocorrido devido à dificuldade de atacar o militar diretamente, além de relatos de que ele estaria envolvido em pequenos furtos no bairro onde morava. 
Imprimir