O coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco e o sargento da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, foram denunciados pelo Ministério Público e viraram réus por denunciação caluniosa contra o promotor de Justiça Marcos Regenold. Eles teriam envolvido o nome do promotor no escândalo da chamada “Grampolândia Pantaneira”, que investiga um esquema de interceptações telefônicas ilegais operadas por policiais militares em Mato Grosso.
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A denúncia foi aceita pelo juiz Marcos Faleiro, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, e publicada no último dia 10 de outubro.
À época, uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou na noite do dia 14 de maio, que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime nenhum no Estado.
A matéria mostrou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”, dentre médicos, empresários, funcionários públicos etc.
Segundo Faleiro, há nos autos material probatório mínimo e potencialmente apto a deflagrar a persecução penal oferecida pelo Ministério Público.
“(...) RECEBO A DENÚNCIA contra o Cel PM RR Evandro Alexandre Ferraz Lesco e3º SGT PM Gerson Luiz Ferreira Correa Junior Como incursos na sanção do artigo 339 do Código Penal c/c artigo 9º, inciso II, , uma vez que preenchidos os requisitos do artigo 77 do Código alínea “c” do Código Penal Militar de Processo Penal Militar (CPPM) e inocorrentes as hipóteses do artigo 78 do mesmo Codex, que autorizam sua rejeição”, diz trecho da decisão.