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Modelo cuiabana foi asfixiada e agredida por empresário antes de ser arremessada do 12º andar, diz promotoria

Da Redação- Amanda Divina

Promotora de Justiça chilena, Carolina Fuentes, afirmou que a modelo cuiabana Nayara Vit foi asfixiada antes de ser jogada do 12º andar de um edifício, em 2021. Antes de ser morta, a jovem ainda fraturou um dos dedos. A hipótese é de que ela tenha sido arremessada do prédio quando ainda estava viva.

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Desde a morte de Nayara, o empresário Rodrigo Del Valle Mijac alega que estava sentado na sala quando a modelo saiu do quarto correndo e se atirou pela sacada.

Porém, a família da modelo cuiabana sempre rebateu a versão do fato e apontava que Nayara era vítima de um feminicídio.

Para a promotoria, Nayara chegou em casa e teve uma discussão com Rodrigo. Na briga, ela foi agredida fisicamente e teve um dos dedos da mão esquerda fraturados.

Em conversa com o programa Domingo Espetacular, da TV Record, a promotora chilena afirmou que Nayara já tinha lesões antes de cair do prédio.

“Havia dois grupos grandes de lesões. Um grupo de lesões que foram provocados pela queda e outro que, claramente, aconteceu antes da queda”, disse a promotora.

Ainda na briga, Nayara teria começado a  gritar e teve a boca tampada por Rodrigo e na sequência foi asfixiada. Eliane Vit, mãe de Nayara, afirmou que os vizinhos acionaram a polícia após ouvirem os gritos dela.

Logo depois, Nayara foi arremessada do 12º andar.

“Foi chocante, foi terrível saber que ele jogou ela com vida e que ela ainda tentou se agarrar nas malhas do apartamento de baixo para tentar se salvar. Foi horrível”, disse a mãe.

Prisão

Rodrigo foi preso no dia 13 de abril, após um pedido de mandado de prisão ser deferido pela Justiça. Durante a primeira audiência, a prisão dele foi mantida.

A defesa sustenta ainda a versão de que Nayara teria se jogado do andar do prédio por vontade própria.

A promotora chilena Carolina Fuentes afirmou que a defesa de Rodrigo alegou que a jovem estava sob efeito de bebidas alcóolicas com o intuito de responsabilizá-la pelo ocorrido.

"Provamos que se ela tivesse se jogado, em nenhuma circunstância ela teria caído onde caiu", ressaltou a promotora.

Na próxima audiência, será formalizado a acusação de feminicídio e o caso deverá ser julgado.
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