Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, redesignou audiência de instrução e julgamento de ação penal movida pelo Ministério Público do Estado em desfavor do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para o dia 31 de janeiro de 2023. Audiência estava agendada para o dia 5 de dezembro, mas teve necessidade de ser remarcada. Testemunhas de acusação faltantes, de defesas e acusado serão inquiridos na audiência de instrução e julgamento remarcada.
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“Consta decisão redesignando Audiência de Instrução e Julgamento, em continuação, para o dia 05.12.22, às 13h30min, ocasião em que seriam inquiridas as testemunhas de acusação faltantes, de defesas e interrogado o acusado. Considerando a necessidade de readequar a pauta de audiências deste Juízo em razão das audiências de réus presos, REDESIGNO a AUDIÊNCIA, outrora designada, para o dia 31/01/2023, às 09h30min, ocasião em que serão inquiridas as testemunhas de acusação faltantes, de defesas e interrogado o acusado”, determinou a magistrada.
Processo, proveniente da Operação Arca de Noé, julga fraude na Assembleia Legislativa (ALMT) para pagamentos de 43 cheques em favor da empresa Churrascaria Restaurante Franquini Ltda, cujos respectivos valores, somados, totalizaram a quantia de R$ 1,9 milhão.
A operação Arca de Noé foi deflagrada em 2002 pela Polícia Federal (PF) e desmantelou sistema financeiro à margem do oficial liderado por João Arcanjo Ribeiro. O objetivo era, segundo o Ministério Público, desviar dinheiro por meio de empresas fantasmas e depois lavar as quantias nas factorings do bicheiro.
Os ex-deputados José Riva e Humberto Bosaipo são apontados como parte do esquema que desviou milhões da ALMT. Riva observou sua delação premiada ser homologada no dia 20 de fevereiro de 2020. O ex-deputado se comprometeu a indenizar a sociedade em R$ 92 milhões.