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Notícias / Criminal

Ex-chefe de gabinete afirma que MP distorce fatos, nega pagamento de cartões de Emanuel e oferece quebra de sigilo

Da Redação - Arthur Santos da Silva

Ex-chefe de gabinete do prefeito de Cuiabá, Antonio Monreal Neto apresentou manifestação afirmando que o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) distorce fatos e cria inverdades para tentar incriminar Emanuel Pinheiro (MDB). Alvo da Operação Capistrum rebateu afirmação de que teria realizado pagamentos de cartões de crédito em nome da família Pinheiro.

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O MPE argumentou em relatório do dia 14 de março que, através do exame do aparelho celular de Antônio Monreal Neto, comprovou-se titularidade de duas contas bancárias (Sicoob e Itaú) de onde supostamente são debitados cartões emitidos em nome de Emanuel Pinheiro e Márcia Pinheiro. Há descrição de inúmeras aquisições.
 
Conforme defesa, porém, Antônio Monreal Neto não possui conta nos Bancos Itaú e Sicoob. A conta que possuía no banco Itaú foi encerrada em fevereiro de 2021 sem possuir qualquer movimentação financeira.
 
Ainda conforme defesa, conta do Sicoob não pertence a Antônio Monreal Neto, e sim ao escritório Monreal Advogados, onde Antônio Monreal Neto é sócio, mas possui como administrador o pai do denunciado, Antônio Monreal Rosado. Ou seja, conforme defesa, o investigado Antônio Monreal Neto não utiliza a conta bancária, nem tampouco tem poder de movimentação da conta por não ser sócio administrador.
 
Em outubro de 2021, em depoimento no Ministério Público, o investigado Antônio Monreal Neto informou que possuía contas no Banco do Brasil, Bradesco e Banco Inter.
 
“A verdade é que as informações de que o celular, onde possuía o “icloud” de Monreal_neto@hotmail.com, recebia as informações de gastos com cartão de crédito (SMS), um pedido do próprio Investigado Emanuel Pinheiro, para controle dos gastos pessoais deste. Não existindo nenhum pagamento ou movimentação financeira sequer. Apenas isso. Que erro grosseiro do MP!”, traz manifestação da defesa.
 
Monreal ofereceu a quebra de sigilo de suas contas bancárias em “busca da verdade real”.

Operação

A Operação Capistrum, que investiga contratação irregular de servidores na Secretaria Municipal de Saúde, além do pagamento de verba denominada Prêmio Saúde, foi deflagrada após investigações originadas no Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da capital.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), além de determinar o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, também expediu mandado de prisão temporária contra o chefe de gabinete da Prefeitura, Antônio Monreal Neto. Ambas as medidas já foram revogadas.
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