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Sábado, 11 de abril de 2026

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FUGIU E TENTOU QUEIMAR PROVAS

Juíza mantém prisão de feminicida que confessou assassinato de jovem e estaca ato análogo a estupro na adolescência

Foto: Reprodução

Juíza mantém prisão de feminicida que confessou assassinato de jovem e estaca ato análogo a estupro na adolescência
O feminicida Rafael Pendloski Torres, que confessou o assassinato de Raissa Pereira da Silva, de 24 anos, teve a prisão preventiva decretada pela juíza Giovana Pasqual Mello após audiência de custódia realizada neste sábado (11), em Sinop. Na ordem, a magistrada destacou a periculosidade de Rafael, que empreendeu fuga após o crime e, notadamente, o fato de que ele já foi detido, quando menor de idade, por atos análogos ao crime de estupro de vulnerável.


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A magistrada fundamentou a manutenção da custódia na periculosidade do agente, evidenciada por sua tentativa de ocultar provas, já que ele se escondeu na casa do ex-padrastro sem a anuência dele, bem como tentou destruir as roupas usadas no momento do assassinato.

Além disso, a juíza destacou que ele acumula as passagens por ato análogo ao crime de estupro, estelionato e roubo majorado, o que demonstra sua propensão para a prática de novos ilícitos penais.  

“Rafael evadiu-se do local dos fatos após o óbito de Raissa Pereira da Silva, e somente foi identificado devido às câmeras de monitoramento instaladas no local, tendo, ainda, descartado a vestimenta utilizada no crime, posteriormente localizada pela equipe policial durante ação diligencial”, nos termos da ordem. Desta forma, Rafael foi mantido preso.

Questionado sobre a morte de Raissa, ele confessou o crime. O suspeito afirmou que, antes do homicídio, havia consumido álcool e drogas com a vítima. Em seguida, teriam ido para a casa da jovem, onde iniciaram uma briga com luta corporal, e não soube indicar em qual momento a vítima teria sido morta.

Vídeo obtido pela reportagem do Olhar Direto mostra o suspeito afirmando que já conhecia a vítima. Ele narra que já havia saído com a garota em outra ocasião e que, antes do assassinato, havia bebido muito e se drogado com vários entorpecentes diferentes junto com Raissa, e que estavam “virados”, ou seja, acordados há pelo menos mais de um dia.

Rafael não descreve sobre a motivação da discussão com Raissa, mas conta que não teve a intenção de matá-la, afirmando que fugiu do local sem entender o que havia acontecido.

Raissa foi achada morta na tarde de quinta (9), dentro do quarto de sua residência, com uma toalha em volta do pescoço. A morte da vítima ocorreu ainda de manhã, mas seu corpo só foi encontrado no fim da tarde quando policiais entraram na casa após a irmã dela, que tinha acesso a uma câmera de segurança da residência, desconfiar da movimentação e afirmar que após a saída de Rafael, a irmã não apareceu mais.

Imediatamente, as forças policiais recuperaram as imagens das câmeras de segurança e iniciaram rondas em busca do suspeito do crime, identificado nos vídeos. Já nesta sexta-feira, os setores de inteligência da Polícia Militar informaram o endereço onde o criminoso estaria escondido e ele foi detido.
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