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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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TRÁFICO DE DROGAS

Defesa de advogada presa na Operação Iter Mali pede domiciliar por gravidez avançada e falta de sala especial

Foto: Reprodução

Defesa de advogada presa na Operação Iter Mali pede domiciliar por gravidez avançada e falta de sala especial
A advogada Jackeline Santana da Silva Nascimento, presa preventivamente nesta quinta-feira (26) durante a Operação Iter Mali, solicitou à Justiça de Mato Grosso a conversão de sua detenção em prisão domiciliar. O pedido de urgência, protocolado na 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, fundamenta-se no estágio avançado de sua gravidez, na existência de um filho menor de idade e na ausência de instalações prisionais adequadas para profissionais do Direito no estado.


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De acordo com a petição da defesa, Jackeline encontra-se com 36 semanas e um dia de gestação, com o parto previsto para o dia 22 de abril de 2026. O documento argumenta que a manutenção da prisão em unidade comum coloca em risco a saúde da mãe e do bebê, citando diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) que priorizam o regime domiciliar para gestantes e mães de crianças de até 12 anos. Além da gravidez, a investigada possui um filho nascido em 27 de abril de 2022, que depende de seus cuidados diretos.

Outro pilar do pedido refere-se às prerrogativas profissionais garantidas pelo Estatuto da Advocacia. A lei estabelece que advogados não podem ser recolhidos em celas comuns antes de condenação definitiva, devendo permanecer em Sala de Estado-Maior.

A defesa alega que, diante da inexistência desse tipo de espaço em Mato Grosso, a custódia deve ser cumprida obrigatoriamente em residência. 

A Operação Iter Mali, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), investiga uma rede estruturada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, Jackeline atuaria como operadora financeira e jurídica do grupo, utilizando contas de terceiros e transferências via PIX para movimentar lucros ilícitos.

As investigações apontam que a advogada, companheira de um dos líderes do grupo, participava ativamente da contabilidade da organização. 

O pedido de prisão domiciliar aguarda análise judicial. 
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