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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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ENVOLVIDO EM POLÊMICAS

Delegado que invadiu mansão no Florais e ameaçou estourar cabeça de empresária terá que custear tratamentos médico e psicológico

Foto: Reprodução

Delegado que invadiu mansão no Florais e ameaçou estourar cabeça de empresária terá que custear tratamentos médico e psicológico
A Justiça de Mato Grosso pedido feito pela empresária Fabíola Cássia Garcia da Silva e determinou que o Estado e o delegado Bruno França Ferreira paguem o custeio de tratamento de saúde dela e das outras vítimas, em razão da violenta invasão que ele promoveu em novembro de 2022, quando entrou na casa dela sem autorização armado, junto com outros policiais, e ameaçou ‘estourar sua cabeça’.


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Ao reexaminar o caso em sede de embargos de declaração opostos por Fabíola, o juízo passou a apreciar o pedido de urgência e deferiu a medida para garantir o custeio de tratamentos médicos, psicológicos, psiquiátricos e fonoaudiológicos, incluindo exames, consultas e medicamentos. A determinação prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 15 mil, em caso de descumprimento.

Ação tem origem em um episódio ocorrido em 28 de novembro de 2022, quando Bruno invadiu a casa de Fabíola, à época situada no condomínio de luxo Florais, em Cuiabá.

Câmeras registraram o momento que Bruno ingressou na residência sem ordem judicial, acompanhado de policiais armados, o que teria provocado danos materiais e psicológicos.

De acordo com a narrativa apresentada, o fato ocorreu após um desentendimento envolvendo familiares no condomínio. O delegado teria se deslocado até o local e realizado a abordagem sob alegação de situação de flagrante em razão de que Fabíola teria ameaçado seu enteado no condomínio.

O Ministério Público apontou, em denúncia relacionada ao caso, que a conduta do delegado teria sido excessiva e desproporcional, indicando possível abuso de autoridade. Também foi destacado que a suposta vítima de medida protetiva ainda não havia sido formalmente notificada da decisão judicial à época dos fatos.

Na análise do pedido de tutela de urgência, o juízo considerou presentes os requisitos legais levando em conta documentos e laudos médicos juntados ao processo, que indicam a necessidade de continuidade do tratamento de saúde para as vítimas.

Polêmicas e exoneração

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Bruno França, foi exonerado do cargo de titular da Delegacia de Sorriso (a 397 km de Cuiabá). O ato, assinado pelo governador Mauro Mendes, foi publicado no Diário Oficial do Estado do último dia 13 de março. Bruno França já tinha um histórico de envolvimento em polêmicas.
Na publicação é descrito apenas que o governador resolveu exonerar Bruno França da função de "Delegado Titular" da Delegacia de Polícia de Sorriso a contar do dia 3 de março de 2026.

Em fevereiro deste ano, a Delegacia de Sorriso se envolveu em uma polêmica que resultou no indiciamento de um investigador. Uma mulher foi estuprada nas dependências da delegacia pelo servidor, enquanto estava presa.  O investigador, de 52 anos, foi preso de forma preventiva, após decisão da Justiça, e um procedimento administrativo disciplinar foi instaurado contra ele.

Na mesma época, foram vazados áudios de um suposto grupo de Whatsapp, composto por policiais civis de Sorriso, que revelaram hábitos de truculência, intimidação e banalização de mortes em confrontos na cidade. Alguns desses áudios, inclusive, seriam supostamente do delegado Bruno França.

Outra polêmica envolvendo o delegado ocorreu em novembro de 2022, em Cuiabá. O delegado invadiu a residência no condomínio Florais dos Lagos.
 
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