Olhar Jurídico

Quinta-feira, 02 de abril de 2026

Notícias | Criminal

"grandes mentirosos"

Bebê de 1 mês foi torturado com socos, quedas e arremessos contra parede, diz MP em julgamento de pais

Foto: Josi Dias/TJMT

Bebê de 1 mês foi torturado com socos, quedas e arremessos contra parede, diz MP em julgamento de pais
Começou nesta terça-feira (24) o julgamento de Talita Canavarros Soares e Francinaldo José de Araújo Silva, pais de um bebê de 1 mês e 9 dias que morreu em janeiro de 2021 em Barra do Bugres. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT)aponta que os pais da vítima teriam causado lesões na criança, que foram confirmadas por laudo de necrópsia como causa da morte. O documento também indica que a vítima sofreu traumatismo craniano, seguido de hemorragia e convulsão.


Lei também
Jornalista é condenado por agressão e perseguição a advogada


Durante os debates no Tribunal do Júri, o Ministério Público afirmou que a criança foi torturada e morta com golpes repetidos, incluindo socos na cabeça, quedas e arremessos contra a parede.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na manhã do dia 2 de janeiro de 2021, em uma residência em Barra do Bugres. 

Em sua fala, o promotor Roberto Arroio Farinazzo afirmou que os reus são “grandes mentirosos" e apresentou imagens do corpo do bebê, que apresentava dezenas de lesões arroxeadas. 

"Isso é aviltante, uma afronta à nossa inteligência. Os dois agrediram e mataram uma criança com menos de dois meses. O bebê foi torturado e não foi uma só vez. Já se consegue perceber a diferença de coloração que indica uma série de hematomas", afirmou.

"Quando achamos que chegamos ao limite da maldade humana, e nada como um dia após o outro, percebemos que a maldade humana é ilimitada. Isso é uma barbárie", completou.

O promotor destacou que a perícia, realizada por um neurologista, constatou que o cérebro do bebê estava destruído, com fraturas no crânio e múltiplas lesões antigas espalhadas pelo corpo. "O bebê sofria golpes repetidos: ou davam socos na cabeça, ou jogavam-no no chão, ou arremessavam contra a parede. Por mais que tenham tentado limpar, não conseguiram apagar todas as marcas", disse o Ministério Público.

O perito constatou traumatismo craniano grave e múltiplas fraturas pelo corpo da vítima, que eram antigas. No crânio da criança estavam diversas contusões, o que também chamou atenção do perito.

Em determinado momento, ao ser questionado sobre a possibilidade de Talita Canavarros Soares ter arremessado a criança, o réu afirmou que não sabe dizer exatamente o que pode ter ocorrido, mas insinuou que a companheira poderia ter causado alguma lesão no bebê.


Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet