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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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Comando Vermelho

Juiz mantém prisão de suposto líder de facção apontado como 'herdeiro' de WT e agenda audiência para abril

Foto: Reprodução

Juiz mantém prisão de suposto líder de facção apontado como 'herdeiro' de WT e agenda audiência para abril
A 7ª Vara Criminal de Cuiabá manteve a prisão preventiva de Joseph Ibrahim Khargy Junior, acusado de integrar a organização criminosa Comando Vermelho. Em decisão recente, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra rejeitou uma série de pedidos da defesa que buscavam anular provas do processo e marcou a audiência de instrução e julgamento do caso para o dia 15 de abril de 2026. Joseph é apontado como herdeiro de Paulo Witer, o WT, suposto tesoureiro do Comando Vermelho. 


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A defesa de Joseph Ibrahim apresentou diversas "preliminares". Entre as teses sustentadas, estava a suposta nulidade de provas digitais, como capturas de tela (prints) de redes sociais, alegando que não houve a preservação adequada da "cadeia de custódia".

Os advogados também argumentaram que a investigação teria sido uma “fishing expedition” (pesca probatória), termo utilizado para descrever investigações especulativas que não possuem um objeto certo e buscam “pescar” qualquer prova para subsidiar uma acusação futura.

O magistrado refutou os argumentos defensivos, destacando que eventuais irregularidades formais no registro de provas digitais não levam à anulação automática se não for comprovada a adulteração dos dados. Segundo o juiz, os prints de redes sociais são apenas parte de um conjunto maior de evidências, que inclui relatórios de inteligência e dados cadastrais fornecidos por operadoras.

“Inexistindo demonstração de adulteração dos arquivos ou de prejuízo efetivo à defesa, conclui-se que as irregularidades apontadas não possuem aptidão para invalidar o material probatório”, afirmou o magistrado em trecho da decisão da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Sobre a acusação de “pesca probatória”, a Justiça entendeu que a investigação teve início legítimo a partir de uma denúncia anônima que foi devidamente checada por diligências preliminares antes da adoção de medidas mais invasivas.

MAo negar o pedido de liberdade, a decisão destacou a gravidade das condutas atribuídas ao réu. Consta nos autos que Joseph Ibrahim teria declarado ser o responsável pela coordenação das atividades da facção em Cuiabá. A investigação também identificou movimentações financeiras ligadas à organização criminosa realizadas por meio de contas bancárias da mãe e da irmã do acusado.

Outro ponto citado foi a aquisição de um veículo Toyota Corolla, com entrada de R$ 40 mil, apesar de o investigado não possuir vínculo empregatício formal. Para o juízo, a manutenção da detenção é necessária para interromper as atividades da facção.

“A manutenção da prisão preventiva é medida que se impõe para a garantia da ordem pública e para obstar a continuidade das atividades delitivas ligadas à organização criminosa”, registrou o juiz em trecho da decisão da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

 
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