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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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peculato e lavagem de dinheiro

Alvo de operação por desvio de emendas em Cuiabá, Chico 2000 entrega celular e provas à Polícia Civil

Foto: Reprodução

Alvo de operação por desvio de emendas em Cuiabá, Chico 2000 entrega celular e provas à Polícia Civil
Alvo da Operação ‘Gorjeta’ sob acusação de desviar emendas parlamentares e negociá-las com empresas e instituto sem fins lucrativos, o vereador Chico 2000 (PL) entregou provas e documentos à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) nesta terça-feira (27), quando os agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão para “varrer” os dados nos celulares e computadores. O empresário João Nery Chiroli, proprietário da Chiroli Uniformes, também foi alvo da ofensiva.


Leia mais: Chico 2000 é suspeito de cobrar 'devolução' após repassar emendas parlamentares a instituto e empresa
 
A defesa do parlamentar, patrocinada pelo advogado Alaertt Rodrigues, afirmou que ainda não teve acesso integral à decisão judicial que determinou a operação, mas ressaltou que ele irá colaborar com as investigações e já disponibilizou às autoridades os todas as informações e provas necessárias. Ponderou ainda que as ordens do judiciário, emanadas pelo Núcleo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da capital serão compridas.

“Tão logo tenha acesso ao conteúdo integral da decisão, a defesa irá analisar tecnicamente seus fundamentos para, se necessário, adotar as medidas jurídicas cabíveis, sempre com serenidade, responsabilidade e confiança no devido processo legal”, afirmou o advogado.



De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o vereador Chico 2000 (PL) cobraria a “devolução” de emendas parlamentares após os recursos serem repassados a um instituto sem fins lucrativos e a empresas, entre elas a Chiroli Uniformes.

As investigações apuram a prática dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo o vereador, servidores públicos e Chiroli. Chico foi afastado cautelarmente por 30 dias.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Entre as medidas determinadas estão o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Em 2025, Chico 2000 entrou na mira da Polícia via duas operações: deflagrada em abril, a ‘Perfídia’ o acusa de ter dado aval para que o colega parlamentar, Sargento Joelson (PSB), negociasse mais de R$ 200 mil em propina com a HB20, construtora contratada pela capital para obras na cidade; já a ‘Rescaldo’, de junho, denuncia suposta compra de votos para beneficiar a eleição de Chico em 2024.
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