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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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FOI EXONERADO DO CARGO

Juiz mantém prisão de assessor do TJ acusado de liderar esquema de venda de drogas sintéticas em Cuiabá

Foto: Reprodução

Juiz mantém prisão de assessor do TJ acusado de liderar esquema de venda de drogas sintéticas em Cuiabá
O juiz Moacir Tortato, da Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão do assessor jurídico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rodrigo Moreira de Figueiredo, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (27). Ele é acusado de chefiar uma quadrilha especializada na venda de drogas sintéticas em Cuiabá e Várzea Grande.


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Em nota, o Tribunal de Justiça informou que o servidor foi exonerado do cargo. A instituição ressaltou que os atos atribuídos ao suspeito são de caráter pessoal e não possuem qualquer vínculo com o TJMT.

Mais detalhes sobre a audiência de custódia não foram divulgados, já que o processo segue em segredo de Justiça.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), começaram em 2023, após o cumprimento de ordens judiciais da Operação Doce Amargo. Na época, buscas realizadas na residência de um assessor do Poder Judiciário resultaram na apreensão de eletrônicos e documentos ligados ao esquema de tráfico.

Com o avanço das apurações, a polícia identificou uma rede de fornecedores associada ao servidor. Entre eles estaria o principal investigado da operação, um traficante de Cuiabá que atualmente vive no Paraguai e enviava drogas do país vizinho para a capital mato-grossense.

Segundo a Denarc, Rodrigo atuava como peça-chave em grupos de rateio para a aquisição de entorpecentes por pessoas de alto poder aquisitivo, lucrando com a intermediação.

Os envolvidos comercializavam drogas como ecstasy, MDMA e LSD — conhecidos como “bala”, “roda” e “doce” — além de substâncias como “loló”, lança-perfume e clorofórmio.

Rodrigo já havia sido preso em março, durante a terceira fase da Operação Doce Amargo, mas foi solto por decisão judicial. No entanto, as investigações apontam que, mesmo após a detenção, ele continuou atuando no grupo criminoso.
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