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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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OPERAÇÃO LEPUS

Juiz ordena doação de correntes e relógios de "Formiga", membro de quadrilha que roubou milhões de bancos em Cuiabá

Foto: Reprodução

Juiz ordena doação de correntes e relógios de
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ordenou que duas correntes, um relógio e dois celulares de Josimar Gomes Amado, conhecido como “Formiga”, sejam doados para alguma entidade social ou destruídos. Os bens foram apreendidos em 2017 no âmbito da Operação Lepus, que desarticulou quadrilha especializada em roubos a bancos em Cuiabá. Na época, Formiga foi preso no Aeroporto Marechal Cândido Rondon.


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Em decisão publicada nesta terça-feira (30), o juiz considerou que os bens perderam o valor econômico diante do lapso temporal desde a apreensão e, por isso, decidiu não lhes remeter a leilão, mas à doação a entidade a ser indicada pela Diretoria do Foro, ou sua destruição em caso de inutilidade.

Formiga foi preso em 5 de junho de 2017, tendo recebido voz de prisão ao desembarcar de um avião que chegava de Curitiba (PR), com um equipamento que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos, avaliado em R$ 50 mil. O equipamento foi despachado no aeroporto de Curitiba, dentro de uma mala, enrolado em dois cobertores, com destino a Cuiabá.
 
O preso embarcou no avião apresentando documento falso, em nome de Luiz Fernando Braga. Os policiais do GCCO, em monitoramento, descobriram e montaram operação para prender, Josimar Gomes Amado, que foi autuado por uso de documento falso, além de ter cumprido o mandado de prisão preventiva.
 
A operação Lepus foi deflagrada para cumprimento de 4 mandados de prisão preventiva contra autores de roubos à banco na Capital. As investigações apontaram os suspeitos Jorge Marcelo Souza Nazário, Antônio Fernandes dos Santos, Everton Pereira Oliveira e Josimar Gomes Amado como integrantes de organização criminosa responsável pelo cometimento de pelo menos três crimes de roubo à banco, cometidos durante 2016 em Cuiabá, causando prejuízo superior a R$ 2.000.000,00 aos estabelecimentos bancários.
 
Na ocasião, os suspeitos Jorge Marcelo, Antonio Fernandes e Everton, foram presos e o suspeito Josimar Gomes não havia sido localizado. Na lista dos crimes imputados à organização criminosa, encontra-se o roubo ao Banco do Brasil do Distrito Industrial, ocorrido no dia 1º de abril de 2016, ocasião em que os suspeitos permaneceram por várias horas no interior do estabelecimento bancário, mediante restrição da liberdade dos funcionários do banco.
 
Como meio de entrar no estabelecimento armados, os suspeitos se disfarçaram de policiais, utilizando inclusive fardamento militar.
 
O nome da operação “Lepus” significa “Lebre” e faz referência ao apelido do líder da organização criminosa, Everton Pereira Oliveira, e seus constantes esforços para esconder sua real identidade. Ao utilizar nomes falsos e outros artifícios ilegais ele mobilizou um esforço policial maior no sentido de sua completa identificação e qualificação no inquérito policial.
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