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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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Hospital Psiquiátrico

Inimputável por psicose, feminicida que assassinou a ex na frente dos filhos deixará a cadeia para ser internado

Foto: Reprodução

Inimputável por psicose, feminicida que assassinou a ex na frente dos filhos deixará a cadeia para ser internado
O juiz Pedro Flory Diniz Nogueira acatou pedido feito pelo feminicida Igor Bernardes Pires, que assassinou a ex-namorada Alice Maria Ribeiro da Silva, e determinou que ele seja internado em hospital de custódia para tratamento psiquiátrico. A empresária foi morta com pelo menos sete facadas no dia 3 de março de 2023, em Juscimeira (218 Km de Cuiabá), na frente dos seus três filhos. Decisão proferida nesta quinta-feira (25) acatou pedido feito pela Defensoria Pública.


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Na ordem, o juiz da Vara Única de Juscimeira considerou que laudo pericial concluiu que Igor era portador de perturbação da saúde mental e psicose devido ao uso de drogas, apresentando-se, no momento do crime, totalmente capaz de entender o caráter ilícito de seus atos, porém incapaz de se autodeterminar de acordo com esse entendimento.

Além disso, estudo psicossocial feito com a família de Igor apontou que ele necessita, urgentemente, de tratamento em clínica de reabilitação especializada para o adequado acompanhamento. Inclusive, sua própria mãe manifestou que não se sente segura em morar com o filho, mas que está disposta a auxiliá-lo no tratamento.

Então, após o devido processamento do referido incidente, foi reconhecida a inimputabilidade do denunciado e, com isso, o juiz decidiu converter a prisão preventiva em internação provisória. Ele continuará preso até que surja uma vaga em hospital capacitado para tal.

“Não obstante a reprovabilidade da conduta praticada, verifica-se que no tempo do crime o denunciado não tinha capacidade alguma de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. É cediço que, tratando-se de agente inimputável, sua permanência em presídio comum é inadequada, vez que as condições não são favoráveis a seu tratamento”, anotou o magistrado.

No mês de 2024, o Ministério Público ofertou denúncia contra Igor. Consta na denúncia ofertada que Alice teve uma filha com Igor. Ambos, porém, não tinham uma relação amigável.

No dia do ocorrido, o acusado teria se irritado com uma chamada de vídeo realizada entre a filha e a avó paterna. Igor foi até o imóvel para questionar o motivo pelo qual Alice deixou a menina conversar com a familiar. A vítima tentou acalmar o agressor, que começou a tentar distraí-la.

Em certo momento, Igor pediu um copo de água, mas ao notar que Alice estava alerta, ele decidiu perguntar se poderia ir ao banheiro na casa. Quando notou que a mulher havia se distraído, o acusado desferiu pelo menos sete facadas na ex-companheira. Ela foi atingida no braço, antebraço, axila, no rosto e nas laterais do pescoço.

No momento do crime, os três filhos de Alice e uma amiga dela estavam na casa. A testemunha ouviu os gritos da vítima e conseguiu tirar as crianças do imóvel para que o acusado não as ferisse.

Igor foi preso pela Polícia Militar no dia do assassinato de Alice. Na ocasião, ele alegou aos agentes que a intenção da mulher era ficar com os bens de sua família, por meio de um "golpe da barriga" e que por este motivo teria cometido o crime. ​
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