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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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OPERAÇÃO DESCOBRIMENTO

Ex-secretário acusado traficar cocaína à Europa passa por audiência e deve apresentar alegações finais

Foto: Reprodução

Ex-secretário acusado traficar cocaína à Europa passa por audiência e deve apresentar alegações finais
O juiz Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal de Salvador, determinou que o ex-secretário de Estado Nilton Borgato apresente suas alegações finais na ação penal da Operação Descobrimento, que o julga por integrar esquema de tráfico internacional de drogas.


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Nilton e os demais réus passaram por audiência de instrução nesta terça-feira (23) e, sem mais preliminares a serem examinadas, o juiz ordenou que eles apresentem seus últimos argumentos antes da sentença, em 15 dias. Antes deles, o Ministério Público Federal (MPF) tem o mesmo prazo para expor suas razões.

Em abril de 2022, a Polícia Federal (PF) revelou que o ex-secretário da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação Nilton Borgato e o advogado Rowles Magalhães seriam os responsáveis pelo esquema de transporte internacional de drogas alvo da Operação. A organização criminosa já teria realizado cerca de cinco viagens com carregamento de entorpecentes à Europa. 

Ao longo das investigações, que iniciaram em fevereiro de 2021, a PF descobriu que Rowles é um dos líderes da organização criminosa. Ex-assessor do Governo de Mato Grosso, ele foi detido em São Paulo durante gestão Silva Barbosa, em decorrência de um mandado de prisão preventiva. Durante as buscas, os agentes encontraram artigos de luxo como relógios e bolsas, além de uma quantia em euro no imóvel do lobista.

Já Índio, como Borgato é conhecido, foi preso em seu apartamento em Cuiabá, local onde os policiais federais localizaram pedras de diamante, dólares e cerca de R$ 30 mil em espécie, que estavam escondidos embaixo do colchão. Ele deixou o cargo no Governo do Estado para disputar as eleições.

As investigações começaram quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador/BA para abastecimento.

Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave. A droga estava escondida em aeronave de uma empresa privada de aviação, que o advogado Rowles seria sócio.
 
A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo). 

Passaram pela audiência os réus Ricardo Agostinho, Nivaldo Agostinho, Diego Crisostomo Lyra, Edson Carvalho Sales e Marcelo Lucena da Silva.
 
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