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Sábado, 04 de abril de 2026

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21 ANOS NO REGIME FECHADO

TJ aumenta pena de Cabo Hércules, ex-pistoleiro de Arcanjo que assassinou companheira por negar aborto

Foto: Reprodução

TJ aumenta pena de Cabo Hércules, ex-pistoleiro de Arcanjo que assassinou companheira por negar aborto
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aumentou para 21 anos a pena de Hércules de Araújo Agostinho, conhecido como cabo Hércules, pelo homicídio e aborto não consentido cometido contra Maria Ângela da Silva, com quem mantinha um relacionamento. Ex-pistoleiro de João Arcanjo Ribeiro, ele está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.


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Em sessão realizada na última quarta-feira (18), os magistrados da Primeira Câmara Criminal julgaram recurso de apelação ajuizado pela defesa de Hércules contra sentença que o condenou a 18 anos, em 2024. O Ministério Público, por sua vez, requereu o aumento da pena, considerando que ele foi o mandante do assassinato.

A defesa buscou a anulação do julgamento, alegando violação dos princípios constitucionais de ampla defesa e imparcialidade no dia do júri, ocorrido em novembro do ano passado, em Várzea Grande.

Em contraste, o órgão acusador justificou pela culpabilidade agravada e o reconhecimento de que o réu premeditou o crime e foi o mandante. A decisão final, proferida sob relatoria do desembargador Orlando Perri, negou o recurso da defesa e acolheu o do Ministério, reafirmando que a sessão do júri foi válida e que a premeditação e a liderança do réu justificam a exasperação da pena. Com isso, os magistrados a recalcularam para 21 anos.
  
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, o crime aconteceu em julho de 2001, em frente à residência da vítima no bairro Vila Vitória, em Várzea Grande. Hércules, Célio Alves de Souza e José de Barros Costa, agindo por motivo torpe, dissimulação e mediante outro recurso que dificultou a defesa da vítima, mataram Maria Angela da Silva (conhecida como Lorrayne) com disparos de armas de fogo.

Conforme apurado durante as investigações, Hércules tinha um caso amoroso com a vítima e combinou com os demais para matá-la porque ela estaria grávida dele e se negava a abortar. No dia do crime, Hércules ligou para um telefone público que ficava próximo à casa da vítima e pediu para chamarem ela, como sempre fazia.

Enquanto conversavam, os outros dois homens se aproximaram em um veículo automotor, um deles desembarcou do carro e perguntou se ela era Lorrayne e, ao confirmar a identidade, disparou por diversas vezes contra a cabeça dela, executando-a sumariamente.

Célio Alves de Souza e José de Barros Costa ainda não foram julgados porque recorreram da sentença de pronúncia. 
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